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No 47.º aniversário do 25 de Abril, o município de Viseu assinalou as comemorações com a partilha de mensagens de figuras políticas da cidade, e não só. A presidente da Câmara Municipal de Viseu, Conceição Azevedo, no seu discurso de Abril começou por dedicar umas palavras a António Almeida Henriques.
“Perdemos o nosso presidente, António Almeida Henriques, a pessoa que durante um ano liderou de forma exemplar o combate à Covid-19, a pessoa que durante os últimos oito anos se dedicou de alma e coração ao nosso concelho, um defensor do poder local e um lutador por Viseu e pelos viseenses”, assinalou, garantindo que a equipa “que ele escolheu e que agora lidero” vai honrar o seu sonho que ficou por realizar: o projeto Viseu Primeiro.
Em plena pandemia, “num período tão difícil, tão complexo, mais do que nunca, faz sentido invocar os 47 anos do Dia da Liberdade”. Assim, a presidente fez questão de recordar todos os homens e mulheres que contribuíram para o derrube da ditadura. “Impõe-se assim, nesse dever de memória, recordar os cinco capitães do Regimento de Infantaria de Viseu que estiveram envolvidos nas operações militares. Gertrudes da Silva, Arnaldo Costeira, Aprígio Ramalho, António Amaral e Amândio Augusto, hoje aqui representados pelo tenente-general António Amaral”, enumerou.
Mas, também não esquece o crescimento de movimentos antidemocráticos e a crise sanitária que se vive a nível mundial. “Hoje lutamos contra uma crise sanitária e tememos a crise económica que nos pode daí advir”, disse Conceição Azevedo, reconhecendo que “uma das mais fortes conquistas do 25 de Abril foi, sem dúvida, o poder local que tem sido eficaz e eficiente no combate à crise pandémica”.
A presidente também recordou algumas das iniciativas do município, nomeadamente o Viseu Ajuda, o Viseu Entrega, o Viseu Investe +, Viseu Investe 2021, entre outras, onde “reforçamos a solidariedade no contexto de crise, procurámos relançar a atividade económica de forma a manter rendimentos e procurámos atrair novos investimentos para aumentar o emprego”, sublinhou, enaltecendo a importância da cooperação ativa com as autoridades de saúde, segurança social, exército e Proteção Civil para se erguer a estrutura de retaguarda no Fontelo e o centro de vacinação, no Pavilhão Multiusos.
“O Plano de Recuperação e Resiliência é uma verdadeira oportunidade para o país”, lançou a presidente, alertando para “a esmagadora maioria dos seus projetos está no litoral, as forças da região do interior de Portugal precisam urgentemente de se unir e exigir os seus direitos”. Falou ainda de projetos como a ligação ferroviária a Viseu, a barragem de Fagilde, o Centro Regional de Proteção Civil e ampliação do Aeródromo.
Quase a terminar, Conceição Azevedo retorna à visão de Almeida Henriques. “Com a sua liberdade de pensamento, com a sua intervenção participada, com sua estratégia, conseguiu tornar Viseu, como ele dizia, no farol do interior do país”, frisou, garantido que o coração de Portugal é hoje ambientalmente sustentável, com contas equilibradas, às quais se junta uma nova mobilidade.