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Covid-19: Católica recolheu mais de 5.000 amostras de saliva em Viseu

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
15.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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15.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Covid-19: Católica recolheu mais de 5.000 amostras de saliva em Viseu

O laboratório SalivaTec, da Universidade Católica, já fez mais de 5.000 amostras de saliva em testes à Covid-19 junto da população de Viseu.

O anúncio foi dado esta segunda-feira (14 de fevereiro) pela instituição de ensino superior, que revelou que o laboratório para o diagnóstico em saliva publicou na revista científica Plos One os resultados da otimização dos testes à Covid-19 com base nesse tipo de amostra.

Segundo a Católica, as amostras foram retiradas de funcionários da Câmara de Viseu e dirigentes, treinadores e jogadores das seleções portuguesas de futebol, assim como praticantes de clubes e do desporto jovem, entre outros.

Para o laboratório, que também faz parte da rede nacional de laboratórios para o diagnóstico da Covid-19, o método agora publicado representa “um avanço significativo no controlo da Covid-19, por permitir a realização de testes na comunidade, de modo simples, a baixo custo e possibilitando assim facilmente escalar o número de rastreios diários”.

“A utilização da saliva permite a colheita rápida e indolor das amostras, o que torna o método adequado principalmente para a testagem em larga escala, necessária para despistar rapidamente casos de infeção, numa altura em que a incidência é crescente”, frisa a nota.

Nuno Rosa, investigador do SalivaTec e líder do projeto, acrescenta que a saliva “já é vista como amostra biológica adequada para detetar o vírus, mas normalmente é associada a uma sensibilidade inferior ao do teste feito com zaragatoa e PCR”.

“O método que descrevemos permite a deteção mais rápida que o teste com zaragatoa mantendo a mesma sensibilidade. Os nossos dados mostram uma economia de até 90% dos custos da análise por PCR de amostras colhidas com zaragatoa”, acrescenta o especialista.

A diretora do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde da Católica, Marlene Barros, garante que os testes “não são intrusivos” e “ideais para testar crianças e seniores”, podendo serem feitos “seguindo as nossas recomendações, no conforto do lar”.

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