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O Ministério Público (MP) arquivou 15 casos de alegada vacinação ilegal contra a Covid-19 em instituições sociais do distrito de Viseu. As denúncias que vieram a público levaram as autoridades a investigar 17 situações na região, tendo a maioria dos casos sido arquivada, adiantou ao Jornal do Centro a Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Na comarca de Viseu, foram instaurados 17 inquéritos. Neste momento, um encontra-se em investigação, em 15 foi proferido despacho de arquivamento e um foi apensado a um dos inquéritos que conheceu despacho de arquivamento”, adiantou fonte da PGR, escusando-se a revelar o nome das instituições e dirigentes que foram alvos de inquérito.
A investigação destes casos esteve a cargo da Procuradoria-Geral Regional de Coimbra, que investigou situações suspeitas em toda a região.
“Assim, neste momento, encontram-se em investigação pouco mais de uma dezena de inquéritos. Foram deduzidas duas acusações e proferidos despachos de arquivamento em cerca de 50 inquéritos”, revelou ainda fonte da PGR.
Casos de vacinação indevida
No distrito de Viseu foram vários os casos de vacinação indevida, alguns noticiados pelo Jornal do Centro. Em Sátão, uma queixa dava conta de que o presidente da autarquia, Alexandre Vaz, e o vice-presidente, Paulo Santos, tinham sido vacinados indevidamente.
Na altura, o autarca disse que recebeu a vacina por ser dirigente de uma fundação que gere dois lares. Já o vice-presidente por fazer voluntariado, como médico numa outra instituição.
No concelho de Viseu, uma denúncia anónima chegou à Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros dando conta da vacinação indevida a dirigentes da Associação de Solidariedade Social de Farminhão. A carta afirmava que, além dos colaboradores e utentes da Unidade de Cuidados Continuados, foram vacinados o presidente da Assembleia Geral, o presidente da Direção, a vice-presidente (filha do presidente da Direção), a vogal (esposa do presidente da Direção), o tesoureiro, o vogal e a diretora executiva.
Aos jornalistas, o presidente da direção disse que apenas seguiu o normativo da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. Segundo Duarte Coelho, foram vacinados quatro elementos da direção, “todos prioritários e de risco”.
Outro dos casos que se tornou público foi em Resende, com o provedor da Santa Casa da Misericórdia, Jaime Alves, a ser acusado de não ter recusado receber a vacina. O responsável chegou a defender-se dizendo que estava na linha da frente e que por isso era prioritária na vacinação.