No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
O presidente da delegação de Viseu da Ordem dos Advogados, João Ventura, acredita que alguns cidadãos podem deixar se recorrer à justiça devido à atual crise resultante do aumento da inflação, que fez disparar o custo de vida.
“Pode haver alguma retração, ainda que seja difícil alguém poder dispensar do recurso à justiça. Acho que as pessoas provavelmente irão recorrer menos, até porque há um problema que é o das custas judiciais que são muito penalizadoras para uma população como a nossa, que na sua maioria não tem meios para suportar as custas, mas creio que ela é indispensável”, afirmou João Ventura.
Em declarações ao Jornal do Centro, margem da abertura do ano judicial em Viseu, João Ventura assumiu ainda que os advogados e o próprio setor da justiça não ficaram imunes às crises causadas pela pandemia da covid-19 e pela guerra na Ucrânia, que causou um aumento da inflação.
“O que percebemos é que com maior ou menor dificuldade as coisas funcionam, claro que não fomos imunes nem à pandemia, nem à crise que agora se instala e portanto a ideia, o pensamento de que os tribunais, os advogados ou a justiça vivem de um mundo separado do resto é uma ideia completamente falsa”, argumentou.
“Tudo o que se passa na sociedade acaba por se refletir na justiça e, portanto, em tempos de dificuldades a perceção que se tem é que a justiça está a passar por momentos de maior dificuldade”, acrescentou.
João Ventura disse ainda que não há grandes queixas em relação ao funcionamento do Tribunal da cidade.
A delegação de Viseu da Ordem dos Advogados assinalou esta tarde a abertura do ano judicial no concelho com uma cerimónia no Museu Nacional Grão Vasco. A sessão esteve como orador principal Fernando Dacosta, jornalista e escritor que falou aos presentes sobre a justiça dos cafés e das redes sociais.