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A Cruz Vermelha vai retomar a sua operação em Carregal do Sal dentro de três meses. A informação foi adiantada pelo presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Francisco George.
O anúncio do regresso da instituição a Carregal do Sal foi feito na terça-feira (13 de abril) pela Câmara Municipal, depois de o executivo de Rogério Abrantes ter entrado em contacto com a direção nacional da Cruz Vermelha.
A nova delegação irá funcionar em Oliveira do Conde, onde a Cruz Vermelha tinha estado em funcionamento até fevereiro deste ano. Em declarações ao Jornal do Centro, Francisco George confirmou que o processo já está em andamento em colaboração com a autarquia liderada por Rogério Abrantes.
“A 7 de abril, eu e a secretária-geral da Cruz Vermelha, a engenheira Susana Marques, fomos recebidos pelo presidente da Câmara de Carregal do Sal numa reunião marcada pela cortesia e pelo espírito de construção e harmonia de posições. Foi decidido retomar as atividades da Cruz Vermelha com base em Oliveira do Conde, mas com dimensão concelhia”, disse confirmando o relato deixado no comunicado da Câmara.
Francisco George adiantou que, para o efeito, vai ser criada uma comissão instaladora que irá montar a nova delegação da Cruz Vermelha em Carregal do Sal.
Esta comissão “vai tratar da situação num prazo razoável de três meses e voltar a colocar em atividade a Cruz Vermelha ao serviço da população”, frisou o dirigente.
O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa acrescenta que a nova delegação vai ser relevante não só para a comunidade de Carregal do Sal, mas também para a Cruz Vermelha, “que tem no seu ADN o espírito de missão e de trabalhar em favor da comunidade”.
“Há aqui um interesse recíproco e o que vai ser feito muito em breve é criar uma nova delegação, uma vez que a delegação de Oliveira do Conde foi extinta. Tudo para apoiar a população que mais precisa e as famílias que precisam de apoio e que contarão sempre com a Cruz Vermelha”, remata Francisco George.
O fecho da Cruz Vermelha de Oliveira do Conde, concretizado a 3 de fevereiro depois de uma crise diretiva, apanhou de surpresa os três funcionários e os 15 voluntários da instituição, bem como a Câmara de Carregal do Sal, que garantiu na altura que iria fazer de tudo para que a Cruz Vermelha continue no concelho.