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O calor está a colocar as vinhas do Dão em stress e a vindima pode atrasar devido à falta de água. O alerta é do presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão, Arlindo Cunha, numa altura em que a região já acumula várias semanas de sol e temperaturas elevadas.
Segundo o ex-ministro da Agricultura, as videiras estão a sofrer devido a este clima porque, diz, não estão habituadas a estarem expostas a temperaturas tão altas.
“Há cerca de duas semanas, tivemos uma situação inusitada em que tivemos temperaturas entre os 39 e os 42 graus e, normalmente, as videiras da nossa região não estão habituadas a conviver muito com temperaturas tão elevadas e nós tivemos, pelo menos, três dias acima dos 41 graus”, explica, numa altura em que os termómetros voltam a aumentar.
Uma situação que, frisa Arlindo Cunha, já se reflete nas videiras, “que estão com um enorme stress hídrico”. “Acresce a isto que não houve muita chuva na primavera e que ainda temos fraquíssimas reservas hídricas no subsolo. Nas vinhas do Dão, só uma minoria é regada e, não havendo reservas de água, as videiras sofrem desse stress hídrico”, sublinha.
Precisamente por causa deste stress hídrico, as uvas não estão a maturar e a produção deve cair “10 a 15 por cento” em relação ao ano passado, antevê o presidente da CVR Dão.
“Agora, estamos a aguardar que haja alguma chuva ou temperaturas mais frescas sobretudo à noite, uma vez que uma das caraterísticas do verão é haver noites muito frescas e frias sobretudo a partir de meados de agosto e inícios de setembro e isso faz muito bem às videiras porque recompõem-nas e torna-as mais felizes e disponíveis para trabalhar melhor e para alimentar as uvas”, afirma.
Arlindo Cunha refere ainda que, por causa do calor e da falta de água, a vindima deste ano na região do Dão deve avançar mais tarde.