No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
A região Viseu Dão Lafões está abaixo da média no Índice Sintético de Desenvolvimento Regional relativo a 2020. Os dados foram compilados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e citados esta quarta-feira pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
De acordo com o estudo, Viseu Dão Lafões ocupa o 10.º lugar do ranking global das regiões NUTS III de todo o país, com um índice de 97,38.
O Índice Sintético de Desenvolvimento Regional avalia as regiões do país seguindo “uma visão multidimensional do desenvolvimento regional” com base em três áreas: competitividade, coesão e qualidade ambiental, que agregam um total de 65 indicadores estatísticos.
Na lista, apenas cinco das 25 sub-regiões nacionais superam a média nacional em termos de desenvolvimento regional global. São elas as áreas metropolitanas de Lisboa (índice de 105,96) e do Porto (103,06), a Região de Aveiro (101,76), o Cávado (101,23) e a Região de Coimbra, que inclui o concelho de Mortágua (100,50).
Mesmo assim, este índice de desenvolvimento é superior ao registado por outras regiões nas quais os concelhos do distrito fazem parte como o Tâmega e Sousa, que envolve os concelhos de Resende e Cinfães e apresenta um índice de desenvolvimento de 91,98, ocupando o 21.º lugar, e o Douro, que abrange boa parte do norte do distrito e regista 88,88, o índice mais baixo.
Em comparação com outras regiões da zona Centro, o registo de Viseu Dão Lafões é superior face aos índices das Beiras e Serra da Estrela (97,11), do Oeste (96,31) e da Beira Baixa (92,29). Ligeiramente acima de Dão Lafões está a Região de Leiria que ocupa a sétima posição do ranking geral nacional, com um índice de 99,16.
Na competitividade, Viseu Dão Lafões ocupa a 11.ª posição da lista com um índice de 92,74, enquanto a Região de Coimbra está em nono lugar (94,18). O Tâmega e Sousa apresentou um índice de 86,88 (ocupando o 17.º lugar) e o Douro, conhecido pela produção de vinhos, teve 79,02 (24.º lugar).
Já na dimensão da coesão, a Região de Coimbra apresenta o índice mais elevado do país (106,86). Viseu Dão Lafões está novamente no 11.º lugar (98,19), Tâmega e Sousa no 21.º lugar (88,94) e Douro no 24.º lugar (87,28).
Apenas na qualidade ambiental é que Dão Lafões está acima da média nacional, com um índice de 101,66, ocupando a 11.ª posição da lista. Também o Douro e o Tâmega e Sousa apresentam um melhor registo (101,50 e 100,84, respetivamente).
Já a Região de Coimbra mostra um indicador de 100,82, posicionando-se na 16.ª posição. Os resultados da qualidade ambiental revelam que os melhores indicadores estão concentrados no interior e nas regiões autónomas.
Segundo o INE, o comportamento das regiões reflete o carácter multidimensional e a complexidade do desenvolvimento regional.
A dimensão da competitividade apresentava a maior disparidade regional, concentrando-se os melhores desempenhos no litoral. O índice de coesão mostra resultados mais equilibrados, ainda que os melhores resultados se observassem novamente no litoral. O interior destaca-se mais pela qualidade ambiental.
Em 2020, de acordo com as estatísticas, houve uma diminuição da disparidade territorial dos resultados dos índices de qualidade ambiental e de coesão, atingindo o valor mais baixo desde 2011, e um aumento da disparidade no índice de competitividade, que teve o valor mais elevado.