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A ministra da Saúde, Marta Temido, avançou esta sexta-feira (3 de novembro) que está a ser estudada a possibilidade de envolver “outras entidades do setor não lucrativo” para que seja possível dar resposta à procura de testes comparticipados de Covid-19.
O anúncio foi feito no Hospital de Lamego, no âmbito de uma visita de trabalho ao Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.
“Temos 760 farmácias que aderiram ao protocolo, mais de 180 laboratórios e temos sobretudo um clausulado que permite que o mercado adira e disponibilize esse serviço aos utentes”, disse a governante aos jornalistas, no final de uma visita à unidade hospitalar de Lamego.
Marta Temido explicou que há “um conjunto de pressões” que estão a ser analisadas.
“Procuraremos enquadrar dentro daquilo que são as regras que temos, também para responder a essas situações onde ainda não foi possível ter resposta, designadamente com o envolvimento de outras entidades do setor não lucrativo para o apoio à resposta que todos precisamos”, afirmou.
No que respeita à falta de autotestes sentida no mercado nos últimos dias, Marta Temido disse ter a informação de que “nos próximos dias, designadamente neste fim de semana”, haverá reposição.
“Estamos a assistir a uma grande procura, 30 de novembro foi o dia que teve mais testes desde o início da pandemia e, portanto, é natural que haja alguns estrangulamentos que com o passar dos dias tenderão a ficar controlados”, considerou.
Numa altura em que se vive uma fase “de crescimento do número de casos”, Marta Temido frisou que todos devem fazer o que foi assumido: “o compromisso com a vacinação, com as medidas sanitárias de contenção e com a maior precaução naquilo que são algumas zonas mais frágeis e onde precisamos usar o teste como apoio à vacinação, para garantir que não estamos infetados”.
A governante aludiu a “visitas a hospitais ou a estruturas de cuidados continuados, onde, para além das modalidades de teste clássicas, o autoteste é também uma possibilidade”.
No que respeita aos surtos nas escolas, a ministra da Saúde explicou que “têm a ver com a circunstância de a população escolar, até aos 11 anos, ser uma população não vacinada”.
“Há um ano, se olharem pelo espelho retrovisor, verificarão que os surtos eram concentrados sobretudo nas estruturas residenciais para idosos”, lembrou.
Marta Temido referiu aos jornalistas estar “a acompanhar o que poderá ser a evolução sobre a sua decisão de vacinação com tranquilidade, de acordo com aquilo que é a evolução científica”.
“Os técnicos especialistas quer da área da pediatria, quer da comissão técnica da vacinação contra a Covid-19, estão a terminar as suas análises e a Direção-Geral da Saúde irá dar informação sobre isso até ao final desta semana. Pelo menos, foi o calendário que foi partilhado com todos”, acrescentou.
Autarca insiste em novo centro de saúde para Lamego
Durante a visita, Marta Temido ficou a conhecer o funcionamento da cirurgia de ambulatório do Hospital de Lamego, que privilegia o acompanhamento domiciliário com vista a reduzir o impacto do internamento nas vidas dos doentes e das suas famílias. No serviço, são realizadas em média cerca de oito mil cirurgias por ano.
A ministra ouviu ainda o presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, a defender a criação de um novo centro de saúde no concelho, falando de uma “necessidade urgente”. O autarca frisou que os serviços devem estar reunidos num único local.
“Precisamos de ir ao encontro dos anseios dos moradores deste concelho, oferecendo cuidados de saúde mais humanizados e de melhor qualidade. O futuro centro de saúde também deve prever, ao mesmo tempo, a diminuição dos constrangimentos relacionados com a mobilidade condicionada, por exemplo, dos nossos idosos”, afirmou o autarca.