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O deputado único do JPP na Assembleia da República, Filipe Sousa, defendeu hoje que a aguardente utilizada na produção do Vinho do Porto e do Moscatel do Douro seja exclusiva das uvas cultivadas na região demarcada.
Em declarações aos jornalistas no final de um almoço com produtores da Região Demarcada do Douro, realizado em Lamego (distrito de Viseu), o deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) disse que essa é uma forma de valorizar a produção local e garantir preços mais compensadores.
Neste âmbito, vai apresentar um projeto de lei que será discutido na Assembleia da República no dia 30.
“Tenho esperança que quer o Chega, quer o PS, e mesmo outros pequenos partidos nos irão acompanhar nesta pretensão”, afirmou.
Filipe Sousa contou ter ficado perplexo quando soube que, na Região Demarcada do Douro, dois terços das uvas usadas no vinho são oriundas do estrangeiro e decidiu avançar com uma iniciativa que vá ao encontro dos interesses “da grande maioria dos agricultores”.
No almoço estava Arlindo Castro, que foi exportador durante 35 anos e sublinhou a importância de o produto nacional ser mais valorizado.
“O vinho do Porto é um bem de luxo, deve ser assim classificado, e, como tal, deve ser rarefeita a sua oferta. Com este projeto que o JPP apresentou haverá uma rarefação de oferta de vinhos do Douro na sua globalidade de 40%, o que permitirá voltar a limitar a oferta e assim conseguirmos melhores preços, tanto para o comércio, como para os produtores”, explicou.
Na sua opinião, “os stocks serão obrigatoriamente valorizados”, uma vez que, ao subir o preço da matéria-prima, o preço de venda também subirá.
“Todos os stocks na posse dos operadores serão revalorizados imediatamente. A única questão que existe é a do crescimento do preço do vinho do Porto”, considerou Arlindo Castro, acrescentando que, segundo um estudo, “esse reflexo será de um euro por garrafa”.
No seu entender, “parece um bocado ridículo considerar que isso seja um óbice tão relevante para que não seja implementada esta medida que o JPP propõe”.
José Manuel Santos, viticultor de Lamego e dirigente associativo do setor, mostrou-se revoltado com a perda de rendimento “ano após ano”.
“É preciso fazer alguma coisa de fundo, estrutural, e o caminho é que toda a matéria-prima que é necessária para o Vinho do Porto, e não só, seja oriunda da região. Os lavradores ficavam descansados, porque tudo aquilo que produziam era vendido”, frisou.