No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo círculo de Viseu voltaram a alertar para o estado de degradação de várias estradas nacionais no distrito, defendendo a urgência de intervenções que garantam melhores condições de segurança e mobilidade.
Na Assembleia da República, o deputado Armando Mourisco questionou o Ministro das Infraestruturas e Habitação sobre a falta de resposta a preocupações já anteriormente levantadas, nomeadamente em julho do ano passado, também pela deputada Elza Pais.
Durante a audição na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, Armando Mourisco destacou o agravamento das condições das Estradas Nacionais 222, 225 e 321, que servem os concelhos de Cinfães, Lamego, Resende e Castro Daire.
“Passou mais um inverno rigoroso e os pisos e a segurança pioraram drasticamente”, afirmou o deputado, sublinhando a necessidade de conhecer o calendário previsto para a realização de obras nestas vias, consideradas estruturantes e sem alternativas para as populações locais.
Os parlamentares recordam que já tinham alertado para a situação da EN321, no troço entre Cinfães e Castro Daire, apontando dificuldades significativas para os utilizadores, tanto de veículos ligeiros como pesados.
Segundo os deputados, esta estrada desempenha um papel fundamental na mobilidade das populações, no transporte de trabalhadores e mercadorias — incluindo o escoamento de pedra — e no desenvolvimento turístico de zonas como a Serra do Montemuro e o Vale do Bestança.
Também a EN225, entre Travanca e Nespereira, no concelho de Cinfães, foi identificada como uma via em estado crítico, com impactos negativos na coesão territorial e na qualidade de vida de quem vive e trabalha no interior.
Situação semelhante verifica-se na EN222, entre Cinfães e o limite do concelho de Resende, uma estrada com elevado fluxo diário de veículos e reconhecida, inclusive a nível internacional, pela sua paisagem ao atravessar o Vale do Douro.
“O turismo que esta via atrai contribui para dinamizar uma economia regional fragilizada, o que torna ainda mais urgente a sua requalificação”, defendem os deputados, lembrando que a última intervenção de fundo terá ocorrido há cerca de 25 anos.
Além das questões relacionadas com a rede rodoviária, Armando Mourisco questionou ainda o Governo sobre o ponto de situação do concurso para a ligação de Santa Comba Dão à Lagoa Azul e sobre o avanço do troço entre o Nó de Penacova e Souselas.