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Desconfinamento pode ser travado por causa de novos casos, alertam médicos

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
15.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
15.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Desconfinamento pode ser travado por causa de novos casos, alertam médicos

Há médicos que alertam para alguns riscos do desconfinamento por causa do recente aumento da taxa de incidência de casos e do índice de transmissibilidade da Covid-19.

A próxima fase avança na segunda-feira (19 de abril), data em que está prevista a reabertura de teatros, cinemas, auditórios, restaurantes, pastelarias, lojas e centros comerciais e ainda a retoma das aulas presenciais dos ensinos secundário e superior. A última fase será a 3 de maio.

Contudo, o presidente da Ordem dos Médicos do Centro, Carlos Cortes, alerta para as “linhas vermelhas” traçadas. “As autoridades sanitárias e políticas definiram quais eram as linhas vermelhas que não permitiriam avançarmos para o desconfinamento ou as linhas que nos iriam obrigar a andar atrás nalgumas destas etapas”, frisa, lembrandoq ue eas linhas existem por alguma razão.

Só na passada quarta-feira (14 de abril), Portugal teve mais oito mortes relacionadas com a Covid-19 e 684 novos casos de infeção com o novo coronavírus.

Carlos Cortes teme mesmo uma situação preocupante caso os números da pandemia continuem a aumentar nos próximos dias e lembra que o desconfinamento ainda só começou há precisamente um mês, a 15 de março.

“Se os números mantiverem esta trajetória, preocupa-nos porque ainda não nos desconfinámos completamente. Começámos muito recentemente e ainda sentimos pouca atividade, apesar de haver mais movimento nas ruas e nalguns comércios, mas ainda muito ténue. Apesar disso, há um aumento de casos”, argumenta.

O médico também alerta para a forma como os testes à Covid-19 têm sido feitos nos últimos tempos, nomeadamente com os testes rápidos de antigénio, falando que estes testes “têm uma sensibilidade muito baixa e detetam menos casos face ao método que era utilizado até agora dos testes PCR”.

Carlos Cortes acredita ainda na possibilidade de existirem mais casos de infeção do que aqueles que são conhecidos. “Há-que ter uma postura muito cuidadosa e cautelosa para não voltarmos às situações que passámos e conhecemos. Não havendo condições epidemiológicas, teremos de travar este desconfinamento”, remata.

Já o presidente da Federação Nacional dos Médicos e cirurgião do Hospital de Viseu, Noel Carrilho, remete para as autoridades a responsabilidade pelas decisões do desconfinamento. “A responsabilidade política cabe ao Governo. E é a essas entidades que nos viramos nesta altura para perceber o que pode acontecer e confiamos que seja o mais adequado e no interesse dos portugueses”, afirma.

O sindicalista exige melhores condições de trabalho para melhor responder às necessidades. “Desejamos que haja uma melhoria das condições para os profissionais de saúde, os doentes e também para os portugueses”, diz Noel Carrilho.

Pessoas reúnem-se mais e sobe dificuldade em adotar medidas

Entretanto, um inquérito da Escola Nacional de Saúde Pública revela um aumento do número de inquiridos que diz ter estado num grupo com mais de 10 pessoas e aponta maiores dificuldades na adoção de medidas de proteção contra a Covid-19.

Os dados do Barómetro Covid-19 sobre as perceções sociais da doença foram divulgados pela investigadora e diretora da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, Carla Nunes.

“Em relação ao comportamento e como também já foi identificado noutras análises no último mês observa-se uma alteração de comportamentos nos quatro indicadores que nós temos mensurado”, disse a investigadora salientando que, entre 19 de março e 2 de abril, o número de pessoas que respondeu ter estado num grupo de 10 ou mais pessoas subiu de 4,9% (por cento) para 7,5%.

Para 33,3% dos inquiridos, foi também difícil ou muito difícil ficar em casa, mais 5,6% que na última quinzena.

As pessoas também reportaram maior dificuldade de adoção de medidas de proteção contra a Covid-19, com 41,5% dos inquiridos a dizer ser “difícil” ou “muito difícil” evitar visitar amigos e familiares, mais 7,1% relativamente à quinzena anterior.

Os valores reportados acerca da utilização da máscara sofreram também um aumento no mesmo período, com 14,5% a apontar “dificuldade” ou “muita dificuldade” na adoção desta medida, mais 7% face ao período homólogo.

Carla Nunes destacou também o aumento de 7,7% das pessoas que afirma ter sido “difícil” ou “muito difícil” manter o teletrabalho, situando-se nos 42,4%.

“Embora estes dados não revelem alterações drásticas no padrão de resposta, sugerem, ainda assim, uma maior dificuldade dos respondentes em manter a adoção de medidas de proteção num período em que estas são particularmente importantes, já que estarão a aumentar os contactos e as circunstâncias em que estão em risco”, referem os investigadores.

No que se refere à perceção de segurança e eficácia das vacinas, os resultados não revelam alterações substanciais no padrão de resposta.

Segundo Carla Nunes, a 5 de março, 91% das pessoas afirmavam-se “confiante ou muito confiantes” em relação à segurança e à eficácia da vacina.

Apesar de os resultados não demonstrarem evidência de impacto para o plano de vacinação, os investigadores alertam para o aumento da percentagem de pessoas, de 1,7% para 7,8%, que diz que não tomará a vacina, aproximando-se de valores apenas encontrados em outubro de 2020, quando a informação acerca das vacinas era muito inferior.

Trata-se de pessoas mais jovens, que perderam parte ou a totalidade do seu rendimento, não tomavam vacina da gripe, mostram baixa confiança nos serviços de saúde e nas medidas e consideram a informação das autoridades de saúde pouco clara e inconsistente.

Para os investigadores, é importante desenhar intervenções de comunicação que vão ao encontro deste perfil.

Carla Nunes salientou também que cerca de 10% dos inquiridos está ainda hesitante quanto à toma da vacina, para os quais também é importante disponibilizar intervenções que respondam às suas necessidades e preocupações.

“Em relação à saúde, e nos dois indicadores que temos medido, a perceção do estado de saúde e a frequência com que se tem sentido agitada, ansiosa, em baixo ou triste devido às medidas de distanciamento físico, mantêm-se os padrões recentes, com pequenas oscilações, mas sem tendências relevantes”, afirmou.

Assim, adiantou, “continuamos com um em cada quatro portugueses a dizer que se tem sentido agitado, ansioso, triste devido ao distanciamento social e com quase um em cada dois a identificar o seu estado de saúde como mau, muito mau, razoável”.

A confiança dos serviços de saúde também não teve alterações, continuando com valores de “pouco ou nada confiante” na ordem dos 22,2% em relação à Covid-19 e de 51,7% em relação às outras doenças.

Em relação à perceção das medidas do Governo também não houve alterações com 31,7% a considerar “pouco ou nada adequadas”.

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