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Em maio de 2012, o administrador delegado da sociedade Ecobeirão, António Pereira, apropriou-se de alguns montantes de patrocínios no valor de 31 mil euros, retirando-os da conta da empresa, tendo tentado dissimular a apropriação do montante com o pedido à tesouraria da Casa do Povo de Lageosa do Dão, em Tondela, para proceder à emissão de recibos à Ecobeirão.
Pese embora a emissão de quatro recibos, a Casa de Povo nunca chegou a receber o valor.
“A emissão destes recibos foi pedida pelo arguido para tentar esconder a quantia, tendo sido possível confirmar estes factos porque tais recibos referentes ao caixa de maio terem ficado arquivados, por engano, em local diverso” e não no livro de recibos confirmativo do pagamento das despesas correntes da Ecobeirão que, entretanto, desapareceu.
Este é um dos casos que é relatado no processo que envolve antigos presidentes de câmara e funcionários da Associação dos Municípios do Planalto Beirão (AMPRB), da sociedade Ecobeirão e da Adices, onde todos exerciam funções, e que faz parte da acusação do MinistérioPúblico a que o Jornal do Centro teve acesso. António Pereira junta-se ao ex-autarcas António Carlos Figueiredo, Carlos Marta e João Lourenço Pais que estão acusados de receberem indevidamente milhares de euros em despesas e ajudas de custo às quais sabiam não ter direito.
A acusação, que foi refeita depois de ter sido inicialmente conhecida em 2017, tem mais de 110 páginas e nela estão descritas algumas das atuações dos sete arguidos neste processo que ainda não tem data de julgamento marcada.
A acusação, por exemplo, aponta ainda quem em finais de 2012, com dinheiro do “caixa” da Ecobeirão, António Pereira adquiriu para si e para a sua companheira bilhetes de avião para o Brasil, o mesmo tendo feito meses mais tarde para a viagem que a companheira fez novamente àquele país.
(Ler na íntegra na edição em papel do Jornal do Centro)