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Distrito de Viseu em seca. Produtores e agricultores preocupados

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 Distrito de Viseu em seca. Produtores e agricultores preocupados - Jornal do Centro
22.01.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Distrito de Viseu em seca. Produtores e agricultores preocupados - Jornal do Centro
22.01.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Distrito de Viseu em seca. Produtores e agricultores preocupados - Jornal do Centro

O distrito de Viseu está agora em situação de seca, mas está ainda no patamar mais baixo.

Os últimos dias têm vindo a ser marcados por previsões de céu limpo ou pouco nublado na região. Previsões essas que não costumam acontecer em altura de inverno, época marcada pelo frio.

A situação é mais preocupante no sul do distrito e é agravada pela falta de chuva, o que afeta desde logo a agricultura.

Em declarações ao Jornal do Centro, a especialista Vanda Pires, do Departamento de Clima e Alterações Climáticas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, antevê que, caso a situação não seja melhorada, a seca possa vir a agravar-se.

“É uma seca fraca, que é a primeira das quatro classes do índice que nós analisamos e que vem do final de dezembro. Obviamente, nós vamos recalcular outra vez no final de janeiro, mas tendo em conta que não tem chovido muito na região, é provável que haja um agravamento para outra classe”, admite.

O IPMA avalia a seca de cada região em quatro escalas: fraca, moderada, severa e extrema. Segundo Vanda Pires, os meses do outono e inverno têm sido marcados por um tempo invulgarmente seco e primaveril.

“Começámos com um novembro também extremamente seco. Depois, em dezembro, houve alguns dias com precipitação, o que acabou por equilibrar um bocadinho, mas em janeiro estamos com valores muito abaixo do que era expetável para esta altura do ano e esta situação trará os seus impactos”, afirma.

Impactos esses que vão atingir sobretudo a agricultura, “que será o primeiro setor prejudicado”, acrescenta Vanda Pires. E que vão continuar, já que não há grande previsão de chuva até ao final de janeiro.

“Até ao final de janeiro, não se espera que ocorram valores de precipitação muitos elevados. Estão agora previstos alguns aguaceiros entre os dias 24 e 26, mas não será nada muito significativo, e não se espera que a situação melhore neste sentido”, remata a especialista.

Na pecuária, os produtores já se queixam dos efeitos da seca

Entretanto, na pecuária da região, os efeitos da seca já se fazem sentir. Em Cinfães, por exemplo, a falta de água já está a ter impacto, revela Manuel Cirnes, secretário-geral da ANCRA – Associação Nacional dos Criadores da Raça Arouquesa.

“Devido à falta de água, há menos vegetação e, como tal, os animais têm menos alimento disponível. É preocupante se não houver água dentro das próximas semanas porque está em causa quer a vegetação para os animais comerem neste momento quer os fenes porque, em maio e junho, cortamos os fenes porque nos dá a sustentabilidade no verão e pode estar em causa também a sua produção”, explica.

Se continuar a não chover, acrescenta Manuel Cirnes, os produtores de ovinos terão que comprar comida e isso vai tornar mais caro o preço do produto final.

“Temos de recorrer ao produto comprado noutras regiões porque os animais não podem ter escassez de alimentos e temos de adquirir alimentos fora, o que é mais um custo de produção para o produtor e, como conseguinte, o produto final acaba por ser mais caro”, diz.

Já na zona do queijo Serra da Estrela, estima-se que a falta de água comece a fazer-se sentir dentro de semanas, adianta Manuel Marques, presidente da ANCOSE – Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela.

“Daqui a mais de 15 dias, três semanas, certamente estará a sentir-se porque as poucas ervas que havia estão a ser completamente consumidas e elas não crescem. Não há humidade nos solos, logo não há verdura nos campos e prejudica a produção leiteira. Isso é inequívoco”, diz.

Segundo o dirigente, isto significa que vai haver menos produção de queijo. “Se as ovelhas não comem, não têm gordura e não têm nutrientes, logo a produção diminui” “Estamos a falar de, no mínimo, um terço da produção leiteira”, afirma.

O também cabeça de lista do CDS por Viseu nas próximas legislativas defende, por isso, uma intervenção do Governo.

“Espero que o Governo tenha isto em consideração porque os produtores da Serra da Estrela também têm os mesmos direitos que os produtores do Alentejo e do resto do país. Por isso, espero que a ministra da Agricultura ainda em funções tenha essa cautela sobre isso”, conclui.

Além da seca, também a geada preocupa os criadores de gado

Já a presidente da Associação de Criadores de Gado da Beira Alta, Carla Pinto, não esconde a preocupação. A dirigente diz que os associados se queixam da falta de água e não só.

“Também tem caído muita geada, além de ter havido tempo seco. Não há pastagens e é uma situação preocupante”, acrescenta.

Segundo Carla Pinto, as zonas mais atingidas pela geada têm sido as de Sátão, Aguiar da Beira e Penalva do Castelo, onde estão grande parte dos associados da entidade que dirige. “São zonas onde a geada predomina e os pastos ficam secos”, frisa.

A situação torna-se ainda mais complicada porque o preço da ração está a aumentar. Carla Pinto fala mesmo de “uma explosão”.

“Além de não haver pastagens, o preço das rações está uma loucura. De semana para semana, aumenta 5 por cento. E é claro que estas duas situações nos preocupam e preocupam os nossos agricultores e associados”, diz.

A presidente da Associação de Criadores de Gado da Beira Alta acrescenta que, caso o aumento dos preços continue, pode haver criadores a encerrar a sua atividade.

“Sabemos que, mesmo na nossa feira do gado, os preços dos animais têm sido muito reduzidos. Se as rações aumentam (no preço), a margem é muita pequena e, sendo muito pequena, por vezes ou fogem e deixam de ir às feiras ou acabam mesmo por encerrar a atividade”, remata.

Já as vinhas do Douro estão em repouso vegetativo, empurrando para “o futuro” as preocupações da Associação de Viticultores Profissionais.

“No momento presente, a seca não é preocupante, porque a grande maioria das culturas estão em fase de repouso, seja a vinha, seja o olival, as fruteiras, estão todas em fase de repouso vegetativo”, explicou em declarações à agência Lusa o presidente da associação ProDouro, Rui Soares, salientando que a preocupação é “a falta dessa reserva, desse banco de água, que, mais à frente, se não houver chuva”, vai “fazer falta”.

Segundo o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), 13 das 60 albufeiras monitorizadas tinham, no final de dezembro, disponibilidades hídricas inferiores a 40% do volume total, enquanto sete apresentavam valores superiores a 80%.

As bacias do Barlavento algarvio (com 14,3%) e do Lima (com 22,2%) são as que apresentavam menor quantidade de água armazenada, seguindo-se as do Sado (41,6%), Mira (41,9%), Cávado (47,3%), Ave (52,8%), Arade (54,4%) e Tejo (56,6%).

Já as bacias do Douro (57,1%), Oeste (62,9), Mondego (66,5%) e Guadiana (76,1%) tinham os níveis mais altos de armazenamento.

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