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Do alto do Caramulo para “o frio dos Alpes suíços”

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
15.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
15.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Do alto do Caramulo para “o frio dos Alpes suíços”
Diogo Rei Almeida deixou Almofala, uma pequena aldeia na serra do Caramulo, no concelho de Tondela, há cerca de meio ano. Barbeiro de profissão, trocou o alto da serra caramulana pelos Alpes suíços. “Emigrei há cinco meses. Decidi tomar esta decisão para melhorar financeiramente a minha vida”, começa por explicar o jovem de 24 anos. Foi para o sul da Suíça que Diogo se mudou. Atualmente vive e trabalha em Zermatt, uma cidade turística de montanha localizada no cantão de Valais e que é conhecida pela prática de esqui, escalada e pelos percursos pedestres. O emigrante tondelense não trabalha no mesmo setor de atividade que tinha em Portugal. Deixou as tesouras, a máquina de cortar cabelo e as lâminas de barbear de lado para se dedicar ao ramo da hotelaria. “Trabalhei sempre no mesmo local, brevemente irei mudar”, adianta. Segundo Diogo Rei Almeida, a mudança para a Suíça “foi fácil” porque tinha e continua a ter o “apoio familiar” e porque está radicada no país “uma grande comunidade portuguesa”. Apesar de não ter sentido problemas na adaptação, não esconde que já se sentiu discriminado e conta que “nem sempre a comunidade suíça” trata os emigrantes “com igualdade”. “O que mais gosto no país é o poder de compra, a organização e a segurança que sentimos. O que menos gosto é do clima frio dos Alpes suíços”, revela.
 Do alto do Caramulo para “o frio dos Alpes suíços”
Emigrante há cerca de meio ano, Diogo ainda não teve a oportunidade de voltar a Portugal e não tenciona regressar tão cedo ao nosso país. É da família que mais sente saudades, mas também dos amigos, da “comida da mãe” e do clima ameno lusitano. Quando Diogo emigrou a pandemia já estava instalada e já tinha mudado todo o planeta. Não foi isso que o travou. A Covid-19 não o fez mudar de planos, nem tão pouco voltar a Portugal mais cedo. “Estou a viver o tempo de pandemia de forma quase normal pois aqui não se aplicam muitas regras embora seja obrigatório o uso da máscara nas ruas e certos locais como restaurantes e comércios ainda tenham bastantes restrições”, explica.
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