Diogo Rei Almeida deixou Almofala, uma pequena aldeia na serra do Caramulo, no concelho de Tondela, há cerca de meio ano. Barbeiro de profissão, trocou o alto da serra caramulana pelos Alpes suíços.
“Emigrei há cinco meses. Decidi tomar esta decisão para melhorar financeiramente a minha vida”, começa por explicar o jovem de 24 anos.
Foi para o sul da Suíça que Diogo se mudou. Atualmente vive e trabalha em Zermatt, uma cidade turística de montanha localizada no cantão de Valais e que é conhecida pela prática de esqui, escalada e pelos percursos pedestres.
O emigrante tondelense não trabalha no mesmo setor de atividade que tinha em Portugal. Deixou as tesouras, a máquina de cortar cabelo e as lâminas de barbear de lado para se dedicar ao ramo da hotelaria.
“Trabalhei sempre no mesmo local, brevemente irei mudar”, adianta.
Segundo Diogo Rei Almeida, a mudança para a Suíça “foi fácil” porque tinha e continua a ter o “apoio familiar” e porque está radicada no país “uma grande comunidade portuguesa”.
Apesar de não ter sentido problemas na adaptação, não esconde que já se sentiu discriminado e conta que “nem sempre a comunidade suíça” trata os emigrantes “com igualdade”.
“O que mais gosto no país é o poder de compra, a organização e a segurança que sentimos. O que menos gosto é do clima frio dos Alpes suíços”, revela.
Emigrante há cerca de meio ano, Diogo ainda não teve a oportunidade de voltar a Portugal e não tenciona regressar tão cedo ao nosso país.
É da família que mais sente saudades, mas também dos amigos, da “comida da mãe” e do clima ameno lusitano.
Quando Diogo emigrou a pandemia já estava instalada e já tinha mudado todo o planeta. Não foi isso que o travou. A Covid-19 não o fez mudar de planos, nem tão pouco voltar a Portugal mais cedo.
“Estou a viver o tempo de pandemia de forma quase normal pois aqui não se aplicam muitas regras embora seja obrigatório o uso da máscara nas ruas e certos locais como restaurantes e comércios ainda tenham bastantes restrições”, explica.