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Doentes oncológicos estão a ir para Coimbra, denuncia presidente da Câmara de Viseu

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
09.12.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
09.12.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Doentes oncológicos estão a ir para Coimbra, denuncia presidente da Câmara de Viseu

A falta de médicos e condições para profissionais de saúde e utentes do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) são algumas das queixas que andam a circular e que chegaram por e-mail ao presidente da Câmara de Viseu.

“Aquilo que nos chega é que faltam médicos de oncologia, mas a parte mais complicada é que os doentes de cancro da mama e da próstata têm que fazer a quimioterapia injetável em Coimbra. Em Viseu, só é possível fazer a quimioterapia que é oral”, começou por revelar Fernando Ruas, depois da reunião de Câmara desta quinta-feira (9 de dezembro).

Além do serviço de oncologia, as queixas estendem-se à psiquiatria “que continua sem condições”, à imagiologia que tem “uma longa lista de espera” e também à gastroenterologia, onde “as colonoscopias estão com cerca de 18 meses de atraso”, denunciou o autarca.

“Fazendo eco daquilo que são as vontades e as preocupações da população, dizer que nós não queremos que haja aqui um retrocesso” e que, “por falta de condições volte, outra vez, ao hospital distrital”, recordou.

Questionado sobre as queixas, o vereador do PS, João Azevedo, lamentou as declarações do presidente da Câmara de Viseu porque, no seu entender, “como presidente da Câmara de Viseu devia era dizer o contrário, devia dizer que este hospital tem condições para ser ainda muito mais”.

Deixou também um conselho: “acho que a função do presidente da Câmara de Viseu é, mal saiba disso, comunicar às instituições e ter reuniões institucionais e oficiais para perceber o que se passa e num processo de entreajuda solucionar ou tentar arranjar soluções para os problemas”.

O vereador disse ainda que o CHTV “é demasiado importante para ser usado como arma de arremesso”, frisando que “se há esses problemas, o conselho de administração tem obrigação de os resolver rapidamente, com os meios que tem”. E concluiu: “os cidadãos é que não podem ficar sem esse serviço e sem esses tratamentos”.

Já contactado, o Jornal do Centro aguarda ainda esclarecimentos por parte do conselho de administração do Centro Hospitalar Tondela-Viseu.

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