No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
O empresário Fernando Nunes, dono do Grupo Visabeira em Viseu, foi o português que mais recebeu dinheiros dos fundos europeus entre 2014 e 2020.
Fernando Nunes recebeu 76,6 milhões de euros dos fundos de coesão dados por Bruxelas nos últimos seis anos, segundo um estudo publicado recentemente pelo Centre for European Policy Studies que classificou os 25 maiores “últimos beneficiários” dos dinheiros comunitários em toda a Europa.
Entre as empresas controladas por Fernando Nunes que beneficiaram diretamente dos fundos europeus, estão a 2Logical, a Ambitermo, a Cerutil, a Empreendimentos Turísticos Montebelo, a Bordallo Pinheiro, a Mob, a Pinewells, a Ria Stone, a VAA Empreendimentos Turísticos, a Viatel e a Vista Alegre Atlantis.
O dono do Grupo Visabeira está mesmo em terceiro lugar no ranking europeu dos últimos beneficiários, que é liderado pela família Mittal, dona de diversas metalúrgicas espalhadas pela Europa, com mais de 101 milhões de euros.
O segundo português mais bem colocado na lista é o empresário António Mota, da construtora Mota-Engil, que foi o último beneficiário de 72,6 milhões de euros. Em terceiro lugar no ranking nacional, consta Rui Paulo Rodrigues, da Simoldes (uma empresa da indústria automóvel com sede em Oliveira de Azeméis), com 51,5 milhões de euros.
No ranking, também constam os nomes de Rui Correia e Francisco Miguel, administradores e acionistas da empresa Rumos Educação, que, entre outros negócios, detém as escolas profissionais Profitecla, presentes em cidades como Viseu.
Os dois empresários foram os últimos beneficiários de 29 milhões de euros cada dos fundos europeus. O estudo do Centre for European Policy Studies identifica-os como Hugo Bolé e Dulce Araújo, mas Rui Correia já revelou que se tratava de um lapso.
Entre as empresas do grupo Rumos que receberam diretamente os fundos comunitários, estão a Edurumos, a Ensiprof (proprietária da Profitecla), a Escola Profissional de Braga, a Ruiz, Costa & Filhos e a própria Rumos Educação.
O estudo do Centre for European Policy Studies concluiu ainda que, entre as organizações que mais receberam na qualidade de beneficiários diretos, o Instituto do Emprego e Formação Profissional recebeu mais de 1,38 mil milhões de euros dos fundos comunitários, estando na 13.ª posição do ranking a nível europeu.
A Infraestruturas de Portugal está no 34.º lugar da lista, com 616 milhões de euros. No 38.º posto, surge a Direção-Geral do Ensino Superior com 585 milhões de euros.
Já entre as empresas últimas beneficiárias, aparece a sociedade Calvete, S.A., proprietária da Escola Profissional Mariana Seixas em Viseu e de outras escolas e centros de formação, que recebeu mais de 78,2 milhões de euros.