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E já lá vão 106 anos. Parabéns, “avô João”

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 E já lá vão 106 anos. Parabéns, “avô João”

Três filhos, sete netos e três bisnetos. Assistiu à Primeira e Segunda guerras mundiais. Presenciou o 25 de Abril. Passou por várias pandemias e até teve Covid-19. Dedicou 80 anos a tocar bandolim e outros tantos a ser alfaiate. Integrou ranchos folclóricos, fez festas e bailaricos. Ensinou a tocar violino e bandolim a familiares, amigos e conhecidos, mas nunca teve aulas de música. Correu as estradas de Viseu de bicicleta, meio de transporte que mais usava e ajudou a fundador o Grupo de Cantares Pedra Moura, de Rio de Loba, no concelho de Viseu, que já atuou para o Presidente da República e no Parlamento Europeu.

João de Almeida, natural de Travassós, faz hoje 106 anos e, por muito que quiséssemos, não é fácil descrever mais de um século de vida. O avô João, como é carinhosamente tratado por quem se cruza com ele, terá hoje uma festa dedicada ao seu aniversário, iniciativa que foi organizada pela família e amigos.

“Dar um pé de dança? A vontade de festa já não é tanta, já gosto mais que me deixem sossegado, mas vou”, conta entre sorrisos o avô João. Foi no pátio da sua casa, onde vive sozinho ainda que com família ao lado, que falou com o Jornal do Centro com uma lucidez que nos dá vontade de pedir o cartão de cidadão só para termos a certeza que não são 70, nem 80, nem 90, mas 106 anos.

“Fiz muitas festas. Quando estava solteiro, rapazote, ia com outros da terra, que também tocavam, fazer bailes. Estive no Rancho do Mundão durante 30 anos e também toquei no Rancho de Gumirães”, lembra.

Foi com pouco mais de 14 ou 15 anos que começou a aprender a tocar instrumentos. Um gosto que lhe foi passado pelo avô e que João de Almeida acabou por passar a familiares e conhecidos.

“Ainda toquei violino, mas não gostava muito e mudei para o bandolim. Foram 80 anos a tocar e outros a ensinar”, conta. O avô João nunca teve aulas de música e quando o questionamos sobre isso é perentório: “não aprendi, mas ensinei!”.

A música não era, nem nunca foi, a sua profissão, João de Almeida era alfaiate. “Só no Lar São Caetano trabalhei 30 anos, fazia a roupa para os homens e para o diretor”, lembra. A música, sempre a música, acompanhava-o no tempo que lhe sobrava.

Ainda hoje, sempre que pode, gosta de se sentar e afinar o seu bandolim, conta o neto Rui Marques. Juntos, ele e o avô, criaram o Grupo de Cantares Pedra Moura.

“Criamos o grupo e ele ensinou-nos muito e ainda continua a fazê-lo. Já não nos acompanha, mas sempre que lhe pedimos conselhos ou ajuda em arranjos é o primeiro a querer ajudar”, lembra o neto, que também conta que talvez seja a música uma parte do segredo para a longevidade do avô.

“A música sempre lhe trouxe coisas boas. A vida foi complicada e a música sempre foi um escape”, frisa Rui Marques, um dos netos “mais felizes”. E o que é isto dos netos mais felizes? Rui explica… “Não tenho ciúmes que tanta gente lhe chame avô, aliás, nós, os netos, temos um slogan: somos os netos mais felizes por o termos”, diz.

Mas não é só a família que se diz feliz por ter o avô João. Também os elementos do Grupo de Cantares Pedra Moura e da freguesia fazem questão de o homenagear neste dia.

A festa de aniversário, marcada para as 19h00, acontece na Igreja Paroquial de Rio de Loba e nem o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, vai faltar. A ideia, lembra a família, é celebrar o aniversário do avô João com toda a comunidade, “que sempre o acarinharam e trataram bem”.

Ahh, e se está a perguntar-se qual o segredo para mais de um século de vida, não vamos conseguir ajudar. O avô João não contou, riu-se e atirou: “Segredo? Não sei… Isto é Deus que quer”.

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