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É preciso fazer uma ‘reflação’ para o Ambiente poupar, diz Baila Antunes

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
10.12.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
10.12.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 É preciso fazer uma ‘reflação’ para o Ambiente poupar, diz Baila Antunes

Começo precisamente por perguntar o que é isto afinal da economia verde?
Vivemos alterações globais, abruptas e disruptivas a vários níveis, desde tecnológico, a nível social, demográfico. Vivemos uma modernidade líquida em que tudo é rápido. Há aqui coisas boas, desde logo o desenvolvimento tecnológico que traz bem estar mas há uma matriz muito preocupante e essas são as questões ambientais, nomeadamente as alterações climáticas que sentimos na pele.
Portugal e Viseu, e em 2017 vimos isso, somos muito sensíveis. E as pessoas estão a sentir a necessidade de mudar rapidamente porque se, por um lado, há as questões climáticas também há outras que tendemos a esquecer, nomeadamente a utilização dos recursos naturais que são reconvertidos nas coisas do nosso dia a dia, recursos que tendem a acabar no nosso planeta. Fala-se muito do conceito da pegada ecológica, qualquer cidadão em média utiliza três vezes mais os recursos do que aquilo que o ambiente regenera. Em Portugal seriam necessários cinco planetas se todos os países do mundo tivessem o nosso desenvolvimento.

É possível termos uma economia verde? As pessoas sabem o que este conceito significa?
Nós vivemos tradicionalmente numa economia linear em que os recursos naturais eram extraídos da terra e econvertidos, com muitos gastos energéticos, em produtos úteis que usávamos e deitávamos fora. Bom, este modelo tem de acabar. Estamos só no início da economia circular. Para já temos de utilizar menos recursos e, por outro lado, utilizá-los com mais eficiência e depois reutilizar e só em caso último depositar ou ter um destino final.

Ou seja, o fim de um produto pode ser o início de outro?
Cada vez isto é mais notório em várias dinâmicas da sociedade. As empresas estão, felizmente, mais atentas e o próprio cidadão comum também.

No nosso dia a dia podemos ter atitudes para que esta economia verde seja um modelo efetivo. Mas sozinhos não é suficiente…
As políticas são demasiado estratégicas, no sentido que não avançam para um plano de ação, para coisas concretas. Ficam-se um bocado pelo proclamatório.
Temos a sorte de viver neste continente que tem determinados índices de desenvolvimentos em que até somos exemplares em termos ambientais. Não somos alunos de 20, mas temos boas práticas. A União Europeia tem gizado medidas excepcionais que estão a ser cumpridas. Em Portugal, por exemplo, temos sorte porque temos boas condições para ter barragens, embora ainda tenhamos de trabalhar mais o nível fotovoltaico. E diria mesmo que a região de Viseu tem uma sorte ainda mais excepcional porque, por exemplo, o distrito foi das primeiras regiões da Europa e do mundo a ser auto-sustentável em energia renováveis com metade das barragens do cordão do Douro e com as eólicas. E o concelho de Viseu também é já auto-sustentável com a central de biomassa, as mini-hídricas e as eólicas.

Alguns estudos indicam que nos últimos cem anos o consumo mundial de materiais per capita duplicou e que o da energia primária triplicou. Por outras palavras, cada um de nós está a consumir aproximadamente o triplo da energia e o dobro dos materiais que os nossos antepassados consumiam em 1900. Como poderemos assegurar o bem-estar da nossa sociedade a longo prazo?
No início do século XX passámos de deixar de sobreviver para passar a fazer e depois veio a fase do ter, do consumismo. Atualmente, vivemos uma fase entre o ter e o fazer. Eu acho que nós vamos passar para uma fase do utilizar, experienciar e viver mais com menos. Há uma questão importante quando falamos do ambiente que é não confundir fundamentalismo com aquilo que é a atitude ambientalmente correcta. Não vamos desaparecer com aquilo que a tecnologia e o materialismo nos confere, mas agora temos é de reduzir drasticamente e reutilizar e com este equilíbrio há um desenvolvimento sustentável.

Isto exige que alteremos a forma como produzimos os bens e serviços e consumimos os recursos materiais. Promover a adoção de modelos económicos mais sustentáveis é essencial num mundo de recursos e ecossistemas limitados?
Claro! Tem de haver um equilíbrio entre o proibir e o sensibilizar. Também na área do ambiente tem de haver quotas, custos acrescidos, fiscalização. Tem de haver um mix de políticas dos Estados que em conjunto com os mecanismos de sensibilização levem as pessoas a adotarem um dia a dia mais ambientalmente sustentável

Como se pode fazer o equilíbrio entre a produção de bens e a utilização de recursos, não dissociando o desenvolvimento económico dos impactes ambientais?
Não é fácil, mas há aqui uma vertente importante que são as empresas e elas quer por obrigação quer por estratégia terão de evoluir para novos modelos. Por exemplo, o telemóvel é descartável de dois em dois anos, mas isso vai ter de deixar de ser assim. Fala-se muito da obsolescência dos equipamentos, mas tem de deixar de haver isso e haver uma reutilização. Voltar mais à reparação.

Oitenta por cento de toda a energia consumida no mundo são originados de fontes fósseis, o que exprime a dependência que a economia mundial possui em relação a este tipo de energia. Ou seja, para haver desenvolvimento tem de haver consumo de energia para ter energia temos de recorrer ao meio ambiente. Há várias formas de produzir energia. Na sua opinião, para este tríptico funcionar o que se pode fazer?
Os combustíveis fósseis eram baratos e muito disponíveis. Mas a energia barata acabou, a disponibilidade dos combustíveis fósseis está a acabar, os impactos dos combustíveis fósseis são conhecidos e então temos de mudar para o paradigma do renovável que se baseia no sol. Portugal tem um cardápio de potencial, e parte dele já em uso, muito grande para produzirmos energias alternativas e temos de fazer mais uso deste cardápio. Portugal é exemplar.

E utilizar outros recursos como, por exemplo, o lítio?
Com muito cuidado. Há impactos mas tem de ser tudo muito bem medido e bem salvaguardado. Nós evoluímos muito na mitigação e prevenção dos impactos ambientais. As pessoas gostam muito de ter as baterias no Tesla ou Iphones e depois não quererem ter os ónus. Tem de ser feito tudo com muito peso e medida e com controlo e monitorização. Há um perigo que é os políticos verem aqui uma galinha de ovos de ouro e explorar sem contenção.

A Comissão Europeia adotou um conjunto de propostas para garantir que as políticas europeias em matéria de clima, energia, transportes e fiscalidade para melhorar o bem-estar e a saúde dos cidadãos e das gerações futuras. Quando se grita que não há planeta B, como passar de planos à prática?
Eu inventei uma palavra que é “reflação”. Num fundo temos de fazer esta “reflação” rapidamente como comunidade e depois passar à ação. Não podemos continuar com COPs sem resultados, não podemos continuar com governos como os EUA ou China, temos de agir rapidamente e em conjunto porque o ambiente vive do coletivo. Temos de agir do individual à comunidade para nós e para as futuras gerações.

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