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E se houvesse um sismo na região de Viseu?

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 E se houvesse um sismo na região de Viseu?

“Apesar do risco sísmico ser baixo, ele existe e pode acontecer em qualquer local”, lança João Duarte, docente no departamento de Geologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador no Instituto Dom Luiz, antes que lhe tenhamos perguntado sobre os possíveis cenários sísmicos para a região de Viseu. Diz-nos que quanto mais a norte do país, “ali de Lisboa para cima”, o risco de a terra ‘tremer’ vai baixando, exceto nas zonas costeiras. Em poucas palavras, o investigador solta duas hipóteses para a região: um sismo local ou ao largo da costa, “que é o mais normal”.

É conhecido que o país – continente e regiões autónomas dos Açores e da Madeira – repousa sobre inúmeras falhas sísmicas, sejam elas pequenas ou extensas. Na realidade, “vivemos junto a uma zona de fronteira de placas tectónicas que se estende desde os Açores, vai pelo mediterrâneo a fora e depois continua para norte”, explica João Duarte, lembrando que a falha tectónica Penacova – Régua – Verin atravessa parte do distrito de Viseu, principalmente no concelho de Castro Daire.

Falou-nos da possibilidade de “termos um sismo muito grande” na zona costeira do país, que “mesmo que seja relativamente longe da região, pode afetar Viseu e isso prende-se muito com os efeitos locais, com o tipo de construção, onde são feitas, e pode ser mais ou menos afetado”, refere, admitindo que o risco máximo se localiza em zonas costeiras, e não no interior do país.

E o segundo cenário? Prende-se com a possibilidade de um sismo local “que talvez seja aquele mais preocupante para a cidade de Viseu em particular e para a população aí à volta”: um sismo de baixa magnitude, entre 5 e 6 na escala de Richter, a pouca profundidade e que, na prática, “pode causar danos consideráveis”, insiste.

A fraca resistência de alguns edifícios e infraestruturas deixam muitas zonas do país ‘suspensas’ em situações de catástrofe, e a região de Viseu não é exceção. “Construções e edifícios que estejam preparados não sofrerão tantos danos, mas sabemos que Portugal está muito edificado, frágil e armado numa altura em que as construções não eram muito preparadas para aguentar sismos”, alerta o investigador, ainda que as fraturas tectónicas que percorrem o distrito – a 20 ou 30 quilómetros da cidade de Viseu – e a parte central do continente, “não estejam muito ativas”.

A escala de tempo da Geologia estende-se por um milhão de anos. Nestes casos, falamos de “falhas que têm muito pouca atividade, mas como a história nos mostra, ao longo de milhões de anos vão acumulando tensões e todas elas acabam por mexer um bocadinho. Faz parte da dinâmica natural do nosso planeta”, refere, insistindo na aplicação do princípio da precaução: “devemos estar sempre preparados”.

De acordo com os dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a região de Viseu registou um leve sismo de magnitude 1,1 na escala de Richter, a 19 de março deste ano, em Mangualde. Apesar de ser impercetível à população, “há falhas pequenas que acabam por se mexer depois de milhares de anos inativas”, assinala o investigador.

Recuamos também a 2016, a um sismo no concelho de São Pedro do Sul, de magnitude 3,4, seguindo-se Tondela e Santa Comba Dão (2,5), a 17 de julho de 2012 e, por último, Vila Nova de Paiva (2,7), a 27 de setembro de 2011.

E o plano da Proteção Civil? Miguel Ângelo, comandante operacional distrital de Viseu (CODIS), alerta para a iniciativa “A Terra Treme”, um exercício organizado anualmente pela Autoridade Nacional de Proteção Civil.

“Está associado ao exercício público de sensibilização, conteúdos programáticos, fazemos evacuações nas escolas, fazemos com os próprios alunos o exercício com aqueles três gestos que salvam: baixar, proteger e aguardar”, afirma.

A iniciativa não se foca apenas nos agrupamentos de escolas, atuando em outros setores de atividade. A plataforma online dispõe de materiais de divulgação e instruções do que fazer antes, durante e depois de um sismo.

E se acontecesse um sismo em Viseu? “Seria como nos outros lados porque apesar de haver planos municipais de emergência, planos distritais de emergência, isto não evita que os sismos ocorram”, reforçando que é importante que as comunidades estejam resilientes para a matéria.

Quanto à destruição que um sismo de dimensão elevada possa causar, o comandante operacional distrital de Viseu (CODIS) refere que “os níveis de resposta de socorro não poderão ser dados por os parceiros locais porque também serão afetados, terá que vir a partir do exterior”, admite.

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