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O antigo edifício do Serviço da Luta Anti-Tuberculosa (SLAT) de Viseu, que se encontra abandonado há vários anos, será remodelado e acolherá uma extensão do Museu do Caramulo, avançou hoje o presidente da autarquia, João Azevedo.
Em declarações aos jornalistas no final da reunião pública do executivo camarário, João Azevedo disse que o edifício será “uma porta de entrada do Museu do Caramulo (situado no concelho de Tondela) em Viseu”, com vantagens em termos de dinâmica turística, aproveitando “um ativo de excelência” da região.
“O turista vem a Viseu, aproveita, vê aquele espaço e pode ir ao Caramulo. [O turista] vai ao Caramulo, sabe que está aqui esta extensão e vem a Viseu”, afirmou o autarca socialista.
Após obras de reabilitação orçadas em cerca de 300 mil euros, o Museu do Caramulo colocará no antigo edifício do SLAT (situado na Rua do Hospital, junto à Pousada de Viseu) “a museologia, a arte contemporânea e as suas exposições pontuais”, para ter uma redundância na capital de distrito.
“O Museu do Caramulo utilizará aquelas instalações como se fossem um espelho”, sublinhou João Azevedo, acrescentando que, futuramente, será celebrado um protocolo entre a autarquia e o museu.
O acordo de transferência do edifício foi celebrado na terça-feira entre o Câmara de Viseu e a empresa ESTAMO, no Porto, numa cerimónia presidida pelo Ministro das Infraestruturas e Habitação.
Segundo João Azevedo, até 13 de março deste ano “não havia nada, nem escrito, nem candidatado, nem projetado” relativamente à transferência do edifício para o município.
Em abril de 2024, o então presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas (PSD), avançou que o edifício do SLAT poderia vir a acolher serviços de saúde, no âmbito da delegação de competências, mas admitiu que a sua passagem para a autarquia estava a ser “uma autêntica via-sacra”.
“Começámos por reivindicar os serviços do SLAT já há muitos anos. As respostas eram sempre ‘nim’. Depois, quando foi da transferência de competências, ele veio automaticamente”, mas de forma condicionada, explicou, acrescentando que, como no espaço de um ano a administração central não realizou obras no edifício, “automaticamente ele passaria para a Câmara”.
O social-democrata acrescentou que, mesmo assim, a autarquia iria tomar posse: “só precisamos é que depois acompanhem aquilo com a respetiva documentação”.