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Mais de duas mil pessoas pediram o voto antecipado em Viseu. Segundo a administração eleitoral, 2193 eleitores deverão passar pela Escola Básica da Ribeira este domingo (3 de março). Evitar filas no dia 10, data em que se realizam as legislativas, ou questões profissionais foram algumas das razões apresentadas ao Jornal do Centro por algumas pessoas que esta manhã foram exercer o seu direito de voto.
“Pedi o voto antecipado para evitar a confusão de dia 10”, começa por dizer Rui Almeida, de 45 anos. Para este eleitor, que afirma ter vindo esclarecido sobre em quem votar, o país “precisa de uma mudança”, devido “ao estado político em que o país se encontra, após oito anos de governo socialista”.
Rui Almeida vem acompanhado pela mãe, Maria de Lurdes Correia, de 77 anos que conta que esteve nas primeiras eleições, 1974. “Votei nas primeiras eleições, em 74, e levei o meu filho mais velho, tinha 5 anos”, recorda. Sobre estas eleições, a mulher lamenta que a Assembleia da República tenha sido dissolvida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. “Somos um país pobre, não temos dinheiro e estamos a gastar o que nos faz falta para outras coisas”, afirma.
Acabados de chegar à escola, Joana Ferreira, de 27 anos, e Luís Ferreira, de 31, contam que optaram pelo voto antecipado por uma questão de “facilidade”.
“Decidi vir hoje pela facilidade em não ter que me deslocar à minha zona de residência”, começa por dizer Joana Ferreira, que admite não ser muito ligada à política, apesar de vir “esclarecida” em quem irá votar. “Venho votar porque é um direito que temos e devemos todos contribuir para isso”, frisou.
Já Luís Ferreira afirma que leu os programas eleitorais e viu os debates “para ter uma ideia do que pretendem os partidos”, ainda que sinta que “não há um candidato à altura”. “Todos temos que cumprir o nosso dever, se temos direitos também temos deveres”, frisou.
As razões profissionais foram outras das justificações apresentadas pelos eleitores para optarem pelo voto em mobilidade.
Joana Coelho, de 23 anos, estará a trabalhar no dia 10 e, acompanhada da mãe, Gracinda Silveira, de 57 anos, exerceu hoje o seu direito.
“Trabalho no próximo fim de semana, fora de Viseu, e por isso pedi voto antecipado. Não votar não era uma opção”, afirma, acrescentando que chega à escola “já esclarecida sobre onde por a cruz”.
Joana conta que leu os programas e gosta de ver os debates “para esclarecer algumas dúvidas que possa ter” e pede que estas eleições “tragam uma mudança”.
Já a mãe, que aproveitou a boleia da filha para vir votar, conta que já nas últimas eleições votaram antecipadamente. Sobre estas eleições, Gracinda Silveira espera que possam contribuir para que a filha e os jovens “tenham um futuro e um país melhor”.
Também João Cruz, de 24 anos, e Rita Almeida e Inês Rento, de 28, deslocaram-se à Escola da Ribeira este domingo por razões profissionais. Os três amigos trabalham fora do distrito.
João admite ainda não ter certezas sobre o voto, além de que “será à esquerda”. Já Rita admite que, apesar de vir esclarecida, “é difícil virmos com 100% de certeza”, assim como Inês Rento que diz saber em quem votar.
Em todo o país, mais de 200 mil pessoas votam antecipadamente
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, é um dos mais de 200 mil eleitores que se inscreveram para o voto antecipado, hoje, uma semana antes do dia das legislativas.
No total, segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), pediram para votar hoje 208.007 eleitores.
São menos do que nas legislativas de 2022 (315.785 inscritos), mas muito superior aos inscritos nas legislativas de 2019 (56.291).
O chamado voto em mobilidade permite aos eleitores votarem uma semana antes num concelho à sua escolha. Se não o fizerem, podem fazê-lo no dia das eleições, ou seja, em 10 de março.
Mais de 10,8 milhões de portugueses são chamados a votar na escolha de 230 deputados à Assembleia da República.
A estas eleições concorrem 18 forças políticas, 15 partidos e três coligações.
Entre os inscritos está o Presidente da República, que decidiu votar antecipadamente por se sentir esclarecido relativamente às propostas dos candidatos e por considerar que é um estímulo contra a abstenção.
Instituída com a entrada em vigor da Lei Orgânica n.º 3/218, por ocasião da eleição de deputados portugueses ao Parlamento Europeu em 2019, a modalidade de voto antecipado em mobilidade foi escolhida por 285.848 nas eleições legislativas de 2022.