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São temas que eram atuais há dois anos, há seis anos ou mesmo há 10 anos e dos quais podemos associar muitos outros problemas da região. São o que alguém chamou “alarmante” depressão demográfica e o agravamento da assimetria territorial. A partir de uma realidade que cada vez tem vindo a ser mais visível, o Jornal do Centro, em conjunto com o Jornal da Beira e VFM, promoveu um debate com os cabeças de lista pelo círculo eleitoral de Viseu para as Eleições Legislativas de 2024. Um debate que serviu para tocar nos diferentes setores e as políticas destinadas que cada partido com assento parlamentar defende para o território que os vai eleger a 10 de março. A requalificação do IP3, a abolição das portagens na A25 e na A24, o melhoramento e implementação de ferrovia na região, o centro de radioterapia, o Hospital Psiquiátrico de Abraveses, os investimentos entre Serviço Nacional de Saúde ou Parcerias Público-Privadas foram alguns dos temas abordados. Foram ainda discutidos temas como o apoio aos agricultores, o investimento na floresta e a consolidação da coesão territorial, assim como os incentivos para atrair habitantes para um distrito com cada vez menos população. Juntos para debater durante cerca de duas horas estiveram Alexandre Hoffman, da CDU, António Leitão Amaro da AD, Carlos Filipe da IL, Carolina Pia do PAN, Elza Pais do PS, João Tilly do Chega e José Miguel Lopes do BE. Aqui ficam as propostas e convicções dos candidatos.
Elza Pais (PS)
A requalificação da linha da Beira Alta está praticamente terminada. O investimento na ligação de alta velocidade entre Lisboa e Porto com ligações ao interior do país beneficiariam também o distrito de Viseu. A ferrovia é uma prioridade. A paixão do secretário-geral é a ferrovia. Foi Pedro Nuno Santos que investiu na ferrovia e abriu a linha da Guarda à Covilhã.
António Leitão Amaro (AD)
Prioridade passa pela requalificação da linha da Beira Alta e que se deve “insistir na ligação Aveiro-Vilar Formoso, passando por Viseu.
João Tilly (Chega)
As obras na linha da Beira Alta não vão sequer a meio e não chegam sequer a Mangualde”. “Nem sequer tem as bases dos carris e nem as travessas foram colocadas. É uma espécie de estrada de terra, não tem nada. Aquilo nem daqui a dois anos está completo
José Miguel Lopes (BE)
Devem ser terminados os troços que faltam na linha do Vouga e eletrificar os troços que faltam na linha do Douro. “A linha de Salamanca está proposta para 2035. Isto é insultuoso. Já basta que por duas vezes tenham sido ultrapassados os prazos na linha da Beira Alta
Filipe Jesus (IL)
Duram mais tempo as obras de requalificação atualmente do que a construção de nova ferrovia no século XIX. É preciso investir na ferrovia para a desenvolver, além de que é um transporte seguro, ecológico e rápido
Alexandre Hoffmann (CDU)
Estes debates tornam-se uma caricatura porque os temas são sempre os mesmos. Ligar Viseu à linha da Beira Alta e Lamego à linha do Douro.
Carolina Pia (PAN)
Adaptar a ferrovia a pessoas com deficiência e implementar os passes gratuitos. Os projetos continuam a ser maioritariamente no Porto e Lisboa e nós continuamos a ser esquecidos. Vemos os partidos a jogarem com o nosso futuro e o resultado está à vista