Young man with tousled hair in a tan blazer looks confused while touching the back of his head.
Five professionals in suits and business attire pose for a group photo in a conference room, with a projection screen behind them.
Group of young actors posing on a multi-level rehearsal set with scaffolding, a red door, and hanging laundry in the background.
arrendar casa
Casas Bairro Municipal Viseu 5
janela casa edifício fundo ambiental

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
vinho_queijo_pao
vinhos adega vila nova tazem
A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
Home » Notícias » Diário » Em três anos, APAV apoiou no distrito de Viseu mais de uma centena de homens vítimas de crime

Em três anos, APAV apoiou no distrito de Viseu mais de uma centena de homens vítimas de crime

Viseu e Lamego, as cidades mais populacionais, são as que aparecem com mais casos, mas em todos os 24 concelhos do distrito houve situações reportadas

 Escola Agrária de Viseu celebra 30 anos de olhos postos no futuro
15.10.25
fotografia: Jornal do Centro
partilhar
 Escola Agrária de Viseu celebra 30 anos de olhos postos no futuro
15.10.25
Fotografia: Jornal do Centro
pub
 Em três anos, APAV apoiou no distrito de Viseu mais de uma centena de homens vítimas de crime

O número de vítimas masculinas apoiadas pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) no distrito de Viseu foi de 106 entre os anos 2022 e 2024, segundo os dados hoje divulgados por esta associação e que dá conta que a nível nacional foram atendidas 10.261 pessoas, sobretudo vítimas de violência doméstica, mas também centenas de casos de crianças abusadas sexualmente.

Viseu e Lamego, as cidades mais populacionais, são as que aparecem com mais casos, mas em todos os 24 concelhos do distrito houve situações reportadas. 

 Em três anos, APAV apoiou no distrito de Viseu mais de uma centena de homens vítimas de crime

De acordo com as estatísticas da APAV sobre “Vítimas no Masculino”, divulgado esta quarta-feira, o número tem vindo gradualmente a aumentar, registando-se 3.013 vítimas masculinas em 2022, 3.532 em 2023 e 3.716 em 2024, o que significa que, em média, a associação prestou apoio a nove vítimas masculinas por dia, a nível nacional.

Para Daniel Cotrim, assessor técnico da direção da APAV, este aumento explica-se com o facto de haver mais informação e sensibilidade de todas as pessoas para o tema da violência, o que eleva o número de denúncias.

“É um fenómeno que nós temos vindo a verificar nos últimos anos, de uma subida do número de denúncias de homens relativamente a situações de vitimação, portanto estes dados de alguma forma manifestam exatamente essa tendência, de crescimento do número de pedidos de apoio de homens. Há uma maior consciencialização”, salientou.

A maioria das vítimas são homens adultos e representam 40,6% do total, estando aqui incluídas as pessoas com idades entre os 18 e os 64 anos.

No total dos três anos, a APAV apoiou 4.167 adultos, o que representa uma média de 116 pessoas por mês ou quatro por dia.

O segundo grupo mais representado é o das crianças e jovens, com idades entre o zero e os 17 anos, tendo-se registado 3.556 vítimas (34,7%) que recorreram à APAV, o que significa que a associação apoiou, em média, três crianças e jovens por dia.

Houve também registo de 1.136 homens idosos (11,1%), o que dá uma média de 32 por mês, sete por semana e um por dia, além de 1.402 (13,6%) pessoas de quem não há registo de idade.

No que diz respeito aos crimes e formas de violência de que foram vítimas, os dados da APAV mostram que a violência doméstica é o crime que se destaca, registando-se 11.906 crimes, aparecendo em segundo lugar os 885 crimes de ofensa à integridade física.

O terceiro lugar do top 6 é ocupado pelos 731 crimes de ameaça e coação, aparecendo depois 570 crimes de injúria/difamação, 400 crimes de burla e 331 crimes de abuso sexual de criança.

Especificamente em relação a este último, Daniel Cotrim explicou que as denúncias surgem por três vias: através de familiares – “sendo que na grande maioria das situações, em 90% das situações, o abuso sexual ocorre no contexto familiar” – pela Polícia Judiciária, autoridade policial responsável pela investigação de crimes sexuais, e pelas escolas ou outras entidades, mas em menor número.

No total, a APAV registou 17.279 crimes no decorrer destes três anos, o que representa um aumento de 19,8% entre 2022 e 2024.

A associação explica que a diferença entre o número de crimes e formas de violência (n=17.279) e o número de vítimas no masculino (n=10.261) tem a ver com o facto de uma vítima poder ser alvo de múltiplos crimes e formas de violência simultaneamente.

Relativamente à caracterização da vítima, a maioria (77,7%) é de nacionalidade portuguesa, contra 12,1% estrangeira e 10,2% sobre os quais não há informação, e vive nos distritos de Faro (20,2%), Lisboa (16,7%), Porto (10,8%) e Braga (9,6%).

Em quase 50% dos casos há uma relação de grande proximidade entre agressor e vítima, uma vez que em 21,8% dos casos a pessoa agressora é pai/mãe ou madrasta/padrasto da vítima, em 21,2% está ou esteve numa relação de intimidade com a vítima, havendo ainda 5,1% de casos em que o agressor é filho/a da vítima.

Um fenómeno explicado, segundo Daniel Cotrim, pelo facto de a violência doméstica ter sido o principal crime denunciado, com registo de 11.906 crimes no decorrer dos três anos, o que pressupõe um “contexto de intimidade” entre vítima e agressor/a.

É também a violência doméstica que explica que haja 36,6% de vítimas alvo de violência continuada e a demora em pedir ajuda, com registo de 29,8% de vítimas que demoraram entre dois e seis anos até pedirem ajuda à APAV pela primeira, e outras 10,9% que precisaram de 12 ou mais anos.

Segundo Daniel Cotrim, esta demora na apresentação da denúncia tem a ver com o ciclo de violência, mas também com “a dificuldade que [os homens] têm em perceber que isto lhes está a acontecer”, além do estigma e da vergonha associadas.

pub
 Escola Agrária de Viseu celebra 30 anos de olhos postos no futuro

Outras notícias

pub
  • Two hands hold a purple promotional card in front of a split red/yellow background showing a 15% discount offer for Clube Auchan (June 25–28) on purchases over €30.
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 Escola Agrária de Viseu celebra 30 anos de olhos postos no futuro

Notícias relacionadas

Procurar