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O presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, assegurou hoje que o abastecimento de água “está garantido” caso o motor “muito degradado” da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Fagilde falhe.
“A ETA piorou nos últimos meses, já estivemos numa situação limite e, neste momento, já temos salvaguarda, para termos soluções alternativas de funcionamento eletromecânico, mas temos de nos manter muito alerta para que nada falhe”, afirmou João Azevedo.
Em 19 de fevereiro deste ano, o autarca disse aos jornalistas, no final de uma reunião pública, que o equipamento da ETA de Fagilde se encontrava numa “situação de fragilidade” que “pode comprometer” o abastecimento de água.
Viseu, Penalva do Castelo, Mangualde e Nelas (distrito de Viseu) são os quatro municípios abastecidos na rede pública pela ETA de Fagilde, na barragem, no rio Dão.
Na altura, disse que a ETA de Fagilde tinha “o equipamento ‘morto’, fora de prazo” e revelou a necessidade de “um investimento de 35 milhões de euros (ME) para ter o motor a funcionar”.
“A ETA de Fagilde é o motor do tratamento e distribuição de água e, se deixar de funcionar, por mais que a barragem tenha água, os quatro municípios não terão água na torneira. Ou seja, se a ETA de Fagilde parar, não há água, nem tratada, nem projetada”, sublinhou em fevereiro.
Hoje, no final de outra reunião pública da Câmara, reforçou aos jornalistas que “esse risco hoje já não se coloca, há uns meses sim, mas hoje não, porque há redundância da operação”, uma vez que a ETA “tem motores que asseguram em caso de falha” do existente.
A resolução da “fragilidade da ETA é urgente há anos”, reforçou o autarca, que disse hoje estar “em negociações com o Governo para financiar” a reparação de “cerca de 40 ME”.
João Azevedo disse ainda que “tem havido um aumento significativo, substancial, no consumo de água” nos quatro concelhos que abastece, ou seja, comparando março, abril e maio de 2025 com o período homólogo deste ano, registou-se um “aumento de 16%, 18% e 18%”, respetivamente.
Segundo o autarca, a ETA de Fagilde, “está no limite da capacidade”, uma vez que está com “uma média de tratamento de água de 1.410 metros cúbicos por hora”.
O autarca socialista considerou ainda que a situação tem que “ser rapidamente resolvida, e vai ser resolvida” salientando que a ETA, que tem mais de 30 anos, “está velha, desatualizada, tinha de ser renovada, melhorada e ampliada e não foi. Nada foi feito, foi mantida a sobreviver”, concluiu.