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A empresa farmacêutica Basi, que tem sede em Mortágua, anunciou o investimento na start-up TargTex no valor de dois milhões de euros.
Esta empresa de Torres Vedras desenvolve desenvolvimento de novos candidatos fármacológicos para combater o cancro, criando uma nova terapia local para o tratamento da doença do glioblastoma, sendo que a Basi se junta à Portugal Ventures como investidores neste projeto.
A Targtex está a fazer, segundo diz um comunicado da Basi, um método inovador de eliminação de células cancerígenas na doença que constitui como o tumor cerebral mais agressivo e mais comum nos adultos, com uma esperança média de vida de aproximadamente 16 meses.
“Os dados preliminares obtidos em modelos animais mostram que a estratégia desenvolvida pela TargTex – um hidrogel aplicado no local de remoção do tumor – liberta a substância ativa de forma controlada ao longo de vários dias, eliminando as células cancerígenas que não foram totalmente removidas através de cirurgia. Desta forma, é alcançada uma forma eficaz de eliminar as células cancerígenas num curto período de tratamento e após uma única aplicação”, é explicado na nota.
A TargTex foi fundada em 2019, a partir do Grupo de Investigação do Professor Gonçalo Bernardes no Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, em Lisboa. O presidente desta empresa, João Seixas, refere que o objetivo da start-up “é tornar esta terapia uma realidade para os doentes oncológicos”.
“A Basi acreditou no potencial do nosso projeto e com este investimento vamos conseguir realizar os ensaios pré-clínicos que vão permitir completar um pacote de dados toxicológicos essenciais para solicitar autorização para iniciar ensaios clínicos em humanos”, revela.
A Basi é uma empresa do FHC Group. O seu administrador, Joaquim Chaves, considera que o investimento na TargTex “irá acelerar a disponibilidade de um novo tratamento para doentes oncológicos, sendo a área da oncologia uma das nossas atuais prioridades”.
“Assumimos o compromisso de investir em atividades de investigação e inovação que possam trazer para o mercado novas soluções terapêuticas que melhorem a qualidade de vida da nossa sociedade. Este objetivo só será possível através de sinergias entre empresas, universidades e start-ups inovadoras”, acrescenta.
A Basi é responsável pela investigação, desenvolvimento e produção dos mais de 200 medicamentos no portefólio do grupo FHC, empregando mais de 270 trabalhadores e mantendo presença em mais de 60 países. Também foi uma das fábricas da União Europeia selecionadas no ano passado para participar no processo de produção de vacinas contra a Covid-19.