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A empresa Transdev suspendeu esta segunda-feira (17 de janeiro) a ligação de autocarro Lamego-Bigorne-Lamego. Mais de uma centena de pessoas ficou em terra, nomeadamente alunos que faziam a carreira.
A autarquia de Lamego diz que a suspensão foi feita “sem aviso prévio”. O presidente da Câmara, Francisco Lopes, lamenta a decisão da Transdev e lembra que a carreira estava contratualizada através da Comunidade Intermunicipal do Douro.
“Este é um circuito municipal, ou seja, estas carreiras não saem do concelho de Lamego, mas estava a ser contratualizado através da CIM Douro por decisão do anterior executivo municipal”, explica em declarações ao Jornal do Centro.
O autarca esclarece que a zona abrangida pelo autocarro era “servida por uma carreira intermunicipal, no caso concreto Lamego-Castro Daire ou Lamego-Viseu”.
“Mas estas carreiras que foram suspensas existiam exclusivamente para horários compatíveis com o transporte escolar e, portanto, eram do interesse exclusivamente municipal, razão pela qual foi exigida à Câmara de Lamego uma compensação financeira que nós estávamos a negociar. Mas o transportador decidiu suspender o transporte”, acrescenta.
Francisco Lopes revelou que a Câmara de Lamego já pediu a empresas locais de transportes que enviem propostas “para manter esta carreira como transporte especial de alunos e apenas com um circuito especial de transporte escolar”.
“Hoje mesmo, alguns alunos foram colocados na escola pelos pais e estamos a tentar que, no final do dia, já haja um autocarro contratado para levar os alunos de volta a casa e que, amanhã, o problema esteja resolvido e tenhamos por alguns dias uma empresa contratada”, afirma.
O presidente da autarquia acrescenta que, em breve, será lançado um novo concurso público com vista a atribuir a concessão ao novo operador pelo menos até ao final do atual ano letivo.
“Depois, no próximo ano letivo, iremos ver como vamos assegurar os transportes uma vez que temos um contrato plurianual e não podemos alterar sem ser por concurso”, refere.
O Jornal do Centro contactou a Transdev, mas a empresa ainda não respondeu.