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Empresas da região de Viseu recebem 2,4 milhões de euros de apoios

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
11.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
11.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Empresas da região de Viseu recebem 2,4 milhões de euros de apoios

A ministra da Coesão Territorial disse esta sexta-feira (11 de fevereiro) que as 26 empresas da região Viseu Dão Lafões que hoje assinaram contrato no âmbito do Programa de Apoio à Produção Nacional fizeram um investimento total de 4,5 milhões de euros (ME) e recebem de apoio 2,4 ME de fundos comunitários.

“Estes 26 projetos que assinámos hoje representam apoios de 2,4 milhões de euros (ME) de Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e um investimento de 4,5 ME. Isto não é de negligenciar, isto é muito importante”, destacou Ana Abrunhosa.

A ministra da Coesão Territorial falava na cerimónia de assinatura ao apoio concedido para investimento das micros e pequenas empresas, no âmbito do Programa de Apoio à Produção Nacional (PAPN), da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões.

“Estas empresas não só vão manter os 380 postos de trabalho que globalmente têm, como se propõem a criar 47 novos postos de trabalho. Isto significa que a medida foi bem desenhada. Com humildade à parte, face à procura e à resposta que teve, só podemos estar convencidos de que a medida é necessária no território”, acrescentou.

Ana Abrunhosa destacou ainda a “teimosia e persistência necessárias para negociar” com a União Europeia para que fosse “possível ter um programa com medidas diferentes, adaptadas às realidades dos territórios, nomeadamente aos de baixa densidade” populacional.

Neste sentido, “em vez de obrigar a criar postos de trabalho, o programa obriga a manter os postos de trabalho existentes” e, mesmo assim, “estas empresas ainda se propõem a criar” mais emprego.

A ministra disse ainda que “para a coesão territorial todas as empresas são importantes”, desde as micro às grandes empresas e, “sobretudo, nestes territórios mais frágeis do interior, em que o que fixa a população e atrai famílias é a oportunidade de ter uma carreira profissional” nas empresas locais.

A nível nacional, contabilizou, foram “assinados contratos com mais de 1.800 empresas, que envolve um investimento de mais de 250 ME e a manutenção de 26 mil postos de trabalho”.

Deste total, disse a ministra, “40% dos apoios concedidos foram para os territórios do interior”.

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, Isabel Damasceno, também apresentou números no âmbito do Portugal 2020, no total dos três instrumentos criados, que inclui o PAPN, para apoiar “as políticas de empreendedorismo de proximidade”.

“No território da CIM Viseu Dão Lafões houve um total de 631 candidaturas, o que implicou 35 ME de fundo, não é o investimento, é o fundo de apoio, e uma criação de 1.060 postos de trabalho, só neste território”, destacou.

O presidente da CIM Viseu Dão Lafões, e anfitrião da cerimónia que aconteceu em Viseu, Fernando Ruas, aproveitou para pedir que “no futuro se possa reforçar a capacidade deste apoio à economia e aos empresários”, uma vez que “todos ficam a ganhar”.

“Neste momento, vamos contemplar 87 empresas e penso que, apenas com 1,7 ME, podíamos contemplar todas as outras que se candidataram e, seguramente, fizeram candidaturas com mérito. E pedia também à senhora ministra para a possibilidade de todas as empresas que se candidataram, e que a candidatura tenha mérito, que venham a ser contempladas”, apelou Fernando Ruas.

Na cerimónia de hoje marcaram presença 17 empresas, e, segundo a CIM Viseu Dão Lafões explicou à agência Lusa, “só assinaram as empresas que têm já o processo todo concluído” e, “as restantes, apesar de fazerem parte deste grupo de 26, assinam no ato da entrega dos documentos em falta”.

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