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A Escola Básica e Secundária Engenheiro Dionísio Augusto Cunha, em Canas de Senhorim, foi das que mais desceu no ranking das escolas, mas foi também a escola de onde saiu o aluno que teve a melhor nota para entrar no curso de Medicina da Universidade de Coimbra.
“O aluno que obteve a melhor média no acesso à Universidade até foi nosso aluno. Era do curso de Ciências, entrou na Medicina e foi o aluno que registou a melhor média”, disse o diretor do estabelecimento, António Cunha.
Esta foi uma boa notícia num ano marcado pela quebra da escola do concelho de Nelas na lista das melhores escolas. No ranking divulgado esta sexta-feira com base em dados do Ministério da Educação, o estabelecimento de ensino caiu 373 lugares, ocupando atualmente a posição 490 do ranking nacional, segundo a análise do jornal Público. No ranking anterior, estava no 117.º posto.
Com 66 provas realizadas em 2021, a escola teve uma média final de 10,12 valores, menos do que os 14,01 de 2020. A melhor prova foi a de Matemática, com uma média de 11,11 valores. Já a pior foi a de Física e Química, com uma média negativa de 8,88 valores. No ranking de superação, a escola ocupa o 321.º lugar.
A pandemia e a ausência de escola física estarão na causa da quebra no ranking, admitiu António Cunha. “Somos uma escola inserida num meio que não é propriamente favorecido. Penso que a pandemia terá sido, de longe, a maior razão para esta eventual descida que ainda não conheço”, reconheceu.
O diretor acrescentou ainda que, como a escola é “uma principal referência e âncora dos alunos, principalmente aqueles que têm menos ritmo de trabalho e menos exigência em casa”, a ausência do ensino tradicional acabou por fazer com que “muitos miúdos se afundassem eventualmente”.
Outro dado que pode estar na base desta queda está o reduzido número de exames realizados. António Cunha disse que têm sido poucos os alunos que optaram por fazer prova, sobretudo para tentar aceder ao ensino superior.
“É um número muito residual. O número de alunos no secundário também é bastante pequeno. No ano passado e há dois anos, fizeram exame apenas os alunos que estavam interessados em aceder ao ensino superior e, portanto, eles fizeram apenas a prova específica que eventualmente lhes interessava. E, sendo um número muito pequeno, qualquer variação nos resultados tem efeitos significativos”, afirmou.
O diretor explicou que, agora, será feito um trabalho de análise e trabalhar na retoma, envolvendo toda a comunidade educativa.
“Vamos analisar os resultados, verificar exatamente onde se registaram essas descidas, dinamizar atividades e envolver os alunos, os professores e os pais nessa retoma. E, naturalmente, procuraremos registar, como é nosso hábito, os seus resultados seja no básico ou no secundário”, concluiu.