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As escolas secundárias da cidade de Viseu, Alves Martins e Emídio Navarro, intervencionadas pela empresa pública Parque Escolar queixam-se da falta de manutenção. Os deputados do PSD eleitos pelo distrito já pediram explicações ao Ministério da Educação.
O diretor da Emídio Navarro, José Rosa, disse ao Jornal do Centro que a Parque Escolar deixou de dar assistência direta à escola há três meses, estando o apoio da manutenção agora a ser dado “de forma mais lenta”.
“Há problemas que ainda não foram resolvidos como o aquecimento”, explicou, referindo que há zonas na escola, como o edifício principal, o bloco E e a biblioteca onde o sistema de calor não funciona.
“Nas salas de aulas os estudantes não passam frio, mas na biblioteca isso não acontece. Tenho a indicação de que a solução estará para ser desbloqueada, mas vai demorar o seu tempo”, adiantou José Rosa.
À falta de aquecimento há que somar as infiltrações e o ar que entra pelas janelas de madeira, que numa obra de 10 milhões de euros não contemplou a substituição da caixilharia.
O diretor da Alves Martins, Adelino Azevedo Pinto, assegura que o normal funcionamento do estabelecimento de ensino não está em causa, apesar de não ter havido manutenção naquela que é a maior escola do distrito e que sofreu obras há 12 anos, num investimento de 15 milhões de euros.
“Não tem nada a ver com os alunos. Há uma falha grande da Parque Escolar relativamente ao que está contratualizado no que diz respeito aos arranjos exteriores e pequenas reparações. Esta é uma situação que se arrasta há muito tempo”, lamenta Adelino Azevedo Pinto.
Estes casos já chegaram à Assembleia da República pelo deputado do PSD eleito pelo círculo de Viseu Guilherme Almeida, que questionou o Governo chamando a atenção para o facto de os dois estabelecimentos de ensino terem sistemas e equipamentos que não funcionam. A questão foi apresentada após visitas às escolas no âmbito das sessões do projeto Parlamento dos Jovens.
“Verificámos que nestas escolas, continuam por resolver vários problemas estruturais, que se arrastam desde a data em foram requalificadas pela Parque Escolar”, afirmou no Parlamento Guilherme Almeida.
O deputado do PSD questionou mesmo o ministro da Educação sobre a razão de “não se conseguirem resolver os graves problemas de manutenção nas escolas intervencionadas pela Parque Escolar”.
Além de problemas nos sistemas de ventilação e climatização, “que custaram milhares de euros e que praticamente nunca funcionaram”, equipamentos de aquecimento “com consumos que as escolas não conseguem suportar” e problemas de infiltrações e humidades, o parlamentar interrogou também o Governo sobre a justificação da falta de autonomia existente nas escolas para conseguirem resolverem pequenos problemas, como a substituição de uma torneira ou uma fechadura.