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Espanha e Brasil marcam presença no FINTA deste ano

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 Espanha e Brasil marcam presença no FINTA deste ano - Jornal do Centro
02.11.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Espanha e Brasil marcam presença no FINTA deste ano - Jornal do Centro
02.11.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Espanha e Brasil marcam presença no FINTA deste ano - Jornal do Centro

“Pranto de Maria Parda”, “Hamlet Cancelado” e “Loops” são alguns dos espetáculos que integram a 27.ª edição do Festival Internacional de Teatro da ACERT, que irá decorrer de 9 a 13 de novembro em Tondela.

A organização apresentou esta terça-feira (2 de novembro) a programação de um festival que quer apresentar-se “com dignidade”, como afirmou o diretor da ACERT, José Rui Martins.

Aos jornalistas, o responsável disse que o FINTA, cuja edição deste ano acontece numa altura em que a ACERT comemora os 45 anos, já garantiu um público que espera o melhor do festival.

“É um FINTA que acontece num determinado contexto com um determinado orçamento num determinado momento quer da companhia quer da situação exterior, mas sempre com dignidade e sempre procurando abranger o máximo de áreas de modo a que o público obtenha uma fruição muito heterogénea que o cative a ser espetador de teatro”, afirmou José Rui Martins.

Ao todo, a agenda do FINTA contará com “cinco espetáculos de teatro, um de novo circo, três companhias nacionais e três internacionais oriundas de Espanha e Brasil”, resumiu a diretora da programação do festival, Ilda Teixeira.

O FINTA vai arrancar com a peça “Pranto de Maria Parda”, apresentada pelo Teatro Nacional D. Maria II de Lisboa, com a encenação de Miguel Fragata. Ilda Teixeira fala de uma peça “muito inovadora” que apresenta “uma visão muito contemporânea de um texto de Gil Vicente”.

No seu entender, esta peça, que se estreou em Lisboa em 21 de outubro, apesar dos 500 anos que passaram sobre a escrita do texto, “continua a pôr a nu os preconceitos sociais, o racismo, os marginalizados da sociedade que, apesar de se estar no século XXI, ainda continuam à flor da pele”.

“Gil Vicente escreveu o texto em 1521, no rescaldo de uma Lisboa assolada pela fome e pela miséria e chega aos nossos dias, em 2021, no rescaldo da pandemia, portanto, há aqui alguma coisa de simbólico e de comum entre estas duas realidades”, defendeu.

Outro destaque passa pela estreia do espetáculo “ELA” a 10 de novembro, uma peça escrita por Marcia Zanelatto e encenada por Pompeu José que procura contar a história do drama vivido por alguém que sofre de esclerose lateral amiotrófica.

Esta peça leva ao palco três mulheres – Sandra Santos, Leonor Barata e Daniela Madanelo – e, na estreia, conta com a compositora musical Teresa Gentil ao vivo no piano. Pompeu José diz que, em palco, vão estar “uma bailarina, a sua mulher que é uma escritora e uma amiga comum que é médica” num espetáculo que, diz, terá “o peso da doença”.

“Sendo dramática, a história está muito bem escrita e tem um peso, o da doença. A bailarina começa a ter sintomas de ELA, Esclerose Lateral Amiotrófica, e começa a não se conseguir mexer”, desvendou o encenador realçando ainda a importância na peça de “um casal do mesmo sexo que têm os mesmos problemas de um casal de sexos diferentes, porque é a questão do outro não sofrer”.

“Muitas vezes, queremos que ela se afaste da nossa vida para que não entre no sofrimento. A doença faz com que a pessoa fique fisicamente imobilizada, não consegue sequer falar, mas o raciocínio está incólume”, acrescentou Pompeu José.

Entre os espetáculos previstos para o FINTA deste ano, está também “Loops” do grupo Engruna Teatro, da Catalunha, um espetáculo de marionetas, manipulação de objetos, música, num diálogo entre um violoncelo e uma flauta que acontece na tarde do último dia do FINTA para toda a família.

A 12 de novembro, sobe ao palco o espetáculo da companhia espanhola Kolektiv Lapso Cirk “Ovvio”, um espetáculo “excecional de novo circo, de equilíbrios, que desafia os limites das leis da gravidade”, destacou Ilda Teixeira.

A responsável realçou ainda a presença de um “ator com um talento extraordinário”, Vinícius da Piedade”, que chega do Brasil e repete a sua presença no palco da ACERT depois de ter estado no Finta de 2019.

A 13 de novembro, sobe ao palco a peça “Hamlet Cancelado” que conta a história de “um figurante que estava inconformado com o cancelamento do espetáculo, infelizmente habitual por estes dias, e o espetáculo Hamlet, de William Shakespeare, era o seu maior sonho”.

Ilda Teixeira desvendou ainda que, como foi cancelado, Vinícius da Piedade “decide montar por conta própria, e sozinho, uma adaptação desta grandiosa adaptação de um texto de Shakespeare”.

A par das edições anteriores e em paralelo com as peças, o FINTA vai também realizar duas oficinas de formação: uma de construção de máscaras em barro com Xana Monteiro e Carlos Lima, dois artistas locais de Molelos, e outra de escrita com Marcia Zanelatto.

Segundo Ilda Teixeira, está ainda agendado o “lançamento das edições dos dois novos cadernos de teatro, com duas peças do Trigo Limpo Teatro ACERT”. Na galeria do espaço Novo Ciclo, mantém-se a exposição do Museu do Falso.

Ainda na apresentação do FINTA, a ACERT anunciou que vai dar brevemente o nome de Carla Torres ao auditório 1 do seu espaço cultural como forma de prestar tributo ao percurso da atriz e encenadora que faleceu em 2007.

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