Museum display: orange racing suits on the left, a video of a helmeted driver in a car on the screen, and a yellow race car in the foreground.
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Athletes stand on a podium: first place in center with green pants and white shirt, holding a certificate and wearing gold medal, flanked by second and third place winners on red/blue outfits; backdrop reads WMAC DAEGU 2026 with flags and sponsor logos.
Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
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People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Six young dancers pose with medals and a large trophy in front of a dance competition backdrop, Portugal flag visible behind them.
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Evangélicos acusados pelo MP abriram primeira igreja em Mangualde

Responsáveis por igreja evangélica estão a ser acusados pelo Ministério Público de auxilio à imigração ilegal e de um negócio de arrendamento de quartos sem condições

Micaela Costa
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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21.03.25
fotografia: facebook.com/admangualde.congreglisboa
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21.03.25
Fotografia: facebook.com/admangualde.congreglisboa
Poster publicitário em português com a frase central 'Vai tudo para o mesmo lixo' e o slogan 'Começa por reciclar as desculpas'. campanha ambiental sobre reciclagem e responsabilidade.
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O Ministério Público (MP) do Seixal acusou dois responsáveis de uma igreja evangélica de vários crimes de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.

Os arguidos são marido e mulher e terão obtido lucros através do apoio à legalização e de um negócio de arrendamento de quartos sem condições de habitabilidade.

O casal terá aberto a primeira igreja evangélica, em 2006, em Mangualde, localidade que continua a acompanhar o nome da instituição religiosa, mesmo depois de se terem mudado há vários anos em Lisboa, avançou a Sic numa reportagem.

A dedução da acusação foi divulgada esta sexta-feira (21 de março) pelo MP e refere que “um dos arguidos criou uma igreja evangélica, da qual se instituiu presidente e na qual a arguida, sua esposa, é ministro de culto e tesoureira”.

Os dois estão acusados da “prática de 13 crimes de auxílio à imigração ilegal e 13 crimes de falsificação de documentos”.

O MP refere que os arguidos usaram a igreja para criaram um esquema onde se aproveitavam financeiramente de cidadãos estrangeiros, sobretudo brasileiros, a quem facilitavam a “permanência e legalização de cidadãos”.

A acusação diz ainda que os arguidos valiam-se “dos contactos que tinham através da Igreja Evangélica e da credibilidade que a condição de Pastores e Ministros de Culto lhes conferia entre os crentes” e “da vulnerabilidade desses cidadãos estrangeiros e da precariedade em que se encontravam”, propiciando “que aceitassem as condições que lhes apresentavam”.

O MP descreve que os arguidos obtiveram avultados lucros de duas fortes. Por um lado, “cobravam dinheiro a cidadãos estrangeiros pela obtenção e disponibilização dos documentos necessários à emissão do visto de entrada em Portugal e à legalização junto do extinto SEF”. Esses documentos, refere, “os arguidos fabricavam e obtinham, forjando empregos na igreja e carreiras contributivas”.

Paralelamente, “exploravam um negócio de arrendamento de quartos, em lojas que transformaram em alojamentos, sem condições de habitabilidade, com espaços exíguos, por vezes partilhados por pessoas sem ligações familiares entre si, com casas de banho e cozinhas partilhadas”.

O inquérito foi dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Seixal, com a coadjuvação do extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), junto do qual foram apresentados os documentos alegadamente falsos.

As moradas dos “espaços aparentemente licenciados para comércio” e transformados pelos arguidos em habitação foram transmitidas à Câmara Municipal do Seixal. O caso foi ainda comunicado à Autoridade Tributária e Aduaneira.

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