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O Bloco de Esquerda vai organizar uma queima simbólica de faturas da empresa privada Águas do Planalto como forma de protesto contra o elevado preço da água cobrado aos consumidores.
A iniciativa vai decorrer neste próximo domingo (14 de novembro) em Santa Comba Dão e Carregal do Sal e também a 16 de dezembro em Mortágua e a 7 de janeiro em Tondela, junto à sede da empresa concessionária. Os bloquistas reivindicam que o abastecimento de água nestes quatro concelhos da região seja público.
Em declarações ao Jornal do Centro, o porta-voz do partido, Diego Garcia, justifica esta ação de protesto pelos elevados preços da água nesta zona sul do distrito.
“Queimaremos e rasgaremos faturas antigas da Águas do Planalto. O principal motivo é mostrar a nossa revolta e sensibilizar para este assunto para que a nossa reivindicação continue a estar no centro da ação da sociedade civil e dos atores políticos”, explica.
O bloquista lembra que, nos últimos anos, foram feitos vários anúncios de redução do preço da água, enquanto os autarcas renegociavam o contrato de concessão com a Águas do Planalto, mas “na prática, continuamos a ter dos preços mais elevados do país”.
Diego Garcia cita dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos para referir que, em 2020, Carregal do Sal, Mortágua, Santa Comba Dão e Tondela tinham “o segundo preço de água mais caro do país, que só é superado por Santo Tirso, Trofa e Vila do Conde”.
O contrato de concessão atual da Águas do Planalto termina em 2028, com a possibilidade de renovação por mais 10 anos. O coordenador regional do Bloco acrescenta que os protestos também servem para “mostrar que a sociedade civil não está a dormir e já com o objetivo de começar a discussão”.
O protesto em Santa Comba Dão está marcado para as 10h30 de domingo, frente à Câmara Municipal. Em Carregal do Sal, a concentração está agendada para as 15h00 no Parque Alzira Cláudio.
Recentemente, a Aquapor, dona da Águas do Planalto, foi adquirida pelo grupo francês Saur.