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Fragmentos de um Diário – 14 de Agosto de 1982 (continuação I)

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas
01.10.22
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 Fragmentos de um Diário – 14 de Agosto de 1982 (continuação I)

A Fátima explicou que para Novalis a pátria do homem é o mundo interior, que é um mundo indescritível. Não que ele recuse o mundo exterior. A investigação do exterior ajuda o espírito do homem a descobrir-se a si mesmo. Pois há um vínculo entre o exterior e o interior. Penetrar no âmago da natureza é penetrar no espírito. Conhecer é sempre regressar a si mesmo; o que pressupõe a unidade da alma como mundo. O esforço do eu empírico é despertar do seu sono o poder obscuro da alma para nascer como eu transcendental, um eu insubmisso ao primário, ao medíocre. A vitória do espírito é a vitória das forças misteriosas, e o mundo acabará por ser transformado pelo espírito, assim como o próprio destino do homem.
Depois de escutar a Fátima a esclarecer este aspeto da visão de Novalis, perguntei onde aprendera ela aquilo tudo. Ela riu-se, e acho que corou, mas não tenho a certeza dado encontrarmo-nos um tanto à meia luz.
De Novalis ainda falou um pouco mais, alargou-se mesmo a outros autores do romantismo alemão. Ela disse que era o período que mais lhe interessava. Que se não me conhecesse, julgaria impossível que aquelas ideias ainda pudessem ressoar como verdadeiras no mundo atual.
Depois, sorriu e acrescentou que estávamos prontos para a viagem. Que finalmente tínhamos a bagagem suficiente para partirmos para a floresta, só nós os dois. Iríamos para o campo, talvez para a serra da Lousã, eu daria aulas numa vila com liceu, ela dedicar-se-ia a uma horta e a explicações de alemão.
Falta pouco, disse ainda, pois tem duplicado o esforço de poupança, talvez cinco anos sejam o suficiente. E começaremos a viver o nosso sonho, a de envelhecer juntos, apesar de termos ainda muita juventude a viver até lá. Ela fez vinte e sete anos, eu vinte e cinco. Desta vez, pouco falei, admirado pelas palavras dela. Aconchegado ao seu lado, ambos sem roupa, sem adereços, sem preconceitos, limpos de coração e trespassados de infinito, demos um ao outro através do corpo e dos seus sentidos todo o magnetismo que nos atraía. Não era apenas sexo, era amor, não era apenas sedução, era o absoluto que em nós se radicava.
Era a quinta noite. A noite do idealismo mágico de Novalis.

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

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