vouzela
Medical training session: students in white coats treat a seated man wearing a yellow safety vest while a supervisor stands nearby in a white coat.
Group of nurses and caregivers pose with an elderly woman in a wheelchair in front of pink '100' balloons and gold streamer backdrop, celebrating a milestone.
arrendar casa
Casas Bairro Municipal Viseu 5
janela casa edifício fundo ambiental

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
Line of motorcycles parked in front of a historic municipal building, with riders in white shirts standing beside them on a cobblestone plaza.
Tony-Carreirajpg
5
Home » Notícias » Colunistas » Fragmentos de um diário: 6 de Fevereiro de 1986

Fragmentos de um diário: 6 de Fevereiro de 1986

 A pocilga do Futebol em Portugal no seu melhor
02.03.24
partilhar

 Quinta-feira. Final da tarde. Aproxima-se o Carnaval. E eis mais uns dias de solidão. Gosto destas pausas.  E tenho um projeto: iniciar uma peça de teatro. Já tenho o tema e mesmo um esboço da sua estrutura. A ideia para um romance tardava e, por outro lado, cansa-me escrever as partes descritivas de uma ficção. No teatro, não, tudo se centra no diálogo. Na poesia, tudo em aberto. Ganhei por um conjunto de poemas inéditos uma menção honrosa num prémio promovido por um município. Mas gostava de escrever uma peça de teatro. Não apenas mais uma história, mas algo que excedesse o enredo, a anedota, a ação.
       Um final de tarde. Sobre o mar uma pincelada cor de laranja cada vez mais diluída.

8 Março de 1986

        É na solidão que tenho vivido estes dias. A ver e a rever alguns filmes de Bergman, a ouvir Bach, e quase mais nada. Em silêncio. Gosto destes dias. Gosto de estar comigo.
       
9 Março de 1986

           Três horas a rever «Andrei Rubliov», um filme de Tarkovsky. Gosto muito dele. Os seus filmes têm uma profundidade, um silêncio e uma lentidão que me tocam interiormente. São o contrário de muito cinema que por aí anda, com muito barulho, muito efeito especial, muitos truques, muito agradáveis, mas sem alma, sem uma centelha espiritual, meros produtos de consumo.
       Nem tudo designado de arte é arte. A arte tem que ter uma dimensão quase religiosa, ser expressão do que é menos visível, do que é frágil na condição humano. A arte é como o espelho da mais profunda nostalgia que nos fere devido a esta fome de infinito ou de algo mais que a banalidade quotidiana. Talvez sejam ideias em contramão. Mas não quero saber. Até há pouco, importava-me estar mais ou menos na onda do que se escrevia na crítica. Sentia mesmo uma certa culpa se me distanciasse. Agora, estou-me nas tintas para o ideologicamente correto, com o que se deve pensar e gostar. Já tenho quase trinta anos, idade para um pensamento emancipado.

 A pocilga do Futebol em Portugal no seu melhor

Jornal do Centro

pub
  • Clube Auchan. Registe-se e comece a poupar
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 A pocilga do Futebol em Portugal no seu melhor

Colunistas

Procurar