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A greve desta quarta-feira (2 de novembro) dos professores levou já ao fecho de várias escolas e jardins de infância, avançou ao Jornal do Centro o Sindicato dos Professores da Região Centro.
A classe docente está em protesto contra o Orçamento do Estado (OE) para 2023. A paralisação acontece no dia em que o ministro da Educação é ouvido no Parlamento sobre o documento, que prevê 6,9 mil milhões de euros para o ensino básico e secundário e administração escolar.
“Já temos dados significativos, temos encerradas bastantes escolas do 1º ciclo e jardins de infância, em Tondelinha e Torredeita, no concelho de Viseu, em Penedono. Temos uma adesão de 93 por cento na maior escola do 1º ciclo do distrito que é a escola da Ribeira, em Viseu, que está a trabalhar apenas um professor”, adiantou Francisco Almeida, do Sindicato dos Professores da Região Centro.
“A Secundária Viriato está com uma adesão de 50%, a EB 2,3 de Penedono de 80%, 83 % na EB 2, 3 de Cinfães. Os indicadores que temos até este momento apontam para uma grande greve de professores”, acrescentou, salientando ainda ser cedo para apresentar uma percentagem global do protesto no distrito.
A greve foi convocada por sete organizações sindicais, incluindo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE), que exigem a valorização da carreira docente, o combate à precariedade e a necessidade de promover o rejuvenescimento do setor.
Para as estruturas sindicais que representam os professores, o valor orçamentado é insuficiente e representa um subfinanciamento do setor. Por outro lado, consideram também que o OE2023 deixa por responder vários problemas.
As reivindicações são comuns e incluem medidas que tornem a profissão mais atrativa, o fim das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões, o combate à precariedade, a criação de estímulos para atrair professores para zonas com falta de profissionais e a recuperação do tempo de serviço congelado.
O protesto acontece também numa altura em que decorre o processo negocial do regime de recrutamento e mobilidade de docentes, havendo uma proposta concreta do Ministério da Educação que já foi rejeitada pelas organizações sindicais.
Em causa, está a possibilidade de os diretores escolares contratarem diretamente uma parte do seu quadro docente, tendo em conta o perfil dos docentes.
Além da greve, a Fenprof convocou para a tarde de hoje uma concentração em frente à Assembleia da República. O protesto está marcado para as 15h00, uma hora antes do início da audição de João Costa. Só de Viseu vão participar 100 professores e sindicalistas.