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Há um projeto na região que ensina crianças a fazer suporte básico de vida

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
06.12.21
fotografia: Jornal do Centro
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06.12.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Há um projeto na região que ensina crianças a fazer suporte básico de vida

O projeto “Reanimar a Brincar”, que começou em Santa Comba Dão há quatro anos, já chega a mais de mil crianças do primeiro ciclo de todo o país.

A iniciativa, que é coordenada por um operacional dos Bombeiros de Santa Comba Dão, pretende ensinar os mais novos sobre o suporte básico de vida, contribuindo para ajudar a salvar vidas.

O projeto começou em 2017 em Santa Comba Dão e em Coimbra. O seu coordenador, João Nunes, frisa que o projeto tem sido destinado sobretudo às crianças com idades entre os 6 e os 10 anos, tendo já percorrido escolas de norte a sul do país.

“Isto fomenta as crianças dos seis aos dez anos para o ensino do suporte básico de vida utilizando música, histórias e personagens de banda desenhada”, afirma.

Para isso, o grupo de profissionais que faz o projeto de forma voluntária utiliza personagens conhecidos do público infantil para levar as crianças a aprenderem sobre como responder devidamente a situações de socorro.

“Utilizamos a Ladybug e o Gumble, bem como o Bombeiro Rafa, o Bombeiro Sam e a Doutora Brinquedos para contar como ligar para o 112, quando ligar e quando não se pode ligar”, diz João Nunes.

O bombeiro acrescenta que, entre os conselhos que são dados às crianças, está também a importância de se dar a morada completa “não a estranhos, mas sim quando precisamos realmente de uma emergência médica” e ainda a posição lateral de segurança “em que pretendemos ensinar as crianças, treinando uns aos outros e também utilizando os seus próprios professores”.

O coordenador defende que os docentes desempenham um papel importante na continuidade do projeto, ensinando os alunos “aquilo o que nós principiámos”. Uma iniciativa que já passou por quase todo o país.

“Nós temos 98 escolas de norte a sul do país, desde Viana do Castelo até ao Algarve. Não é possível atender a todas as escolas num curto espaço de tempo porque fazemos isto a título gratuito e é muito difícil, mas nós estamos a conseguir aos poucos chegar a todas elas”, reconhece João Nunes.

O responsável frisa que a equipa do projeto “é constituída por sete pessoas nomeadamente três enfermeiros, dois técnicos do CODU (Centros de Orientação de Doentes Urgentes), uma psicóloga e um bombeiro profissional” que se deslocam às escolas sobretudo em dias de folga do trabalho.

“Conseguimos ensinar gestos simples que salvam vidas e este objetivo é plenamente conseguido com a ajuda de todos”, remata.

O projeto já passou por outros concelhos da região como Carregal do Sal, Mortágua e Sátão.

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