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Um grupo de habitantes de Carragoso, na freguesia de Santos Evos, no concelho de Viseu, acusa um morador da localidade de querer cortar uma estrada que dá acesso a várias propriedades. O homem alega que o caminho passa numa parte de um terreno que é seu.
Em protesto, cerca de uma dezena de populares juntaram-se na quinta-feira (4 de novembro) junto à Rua do Lajedo para expressar a sua insatisfação.
O dono de uma casa que fica junto à estrada, Joaquim Correia Soares, é um dos queixosos. Garante que, se o caminho for cortado, não vai conseguir entrar na sua própria moradia.
“Eu tenho o licenciamento da minha casa que diz que a estrada tem de estar desimpedida para a passagem de carros de bombeiros e ambulâncias em caso de incêndios ou catástrofes”, afirma.
O morador justifica o protesto com a revolta e o descontentamento dos habitantes pelo corte da estrada. “Não vamos aceitar [o fecho da via], nem isso pode acontecer porque tenho uma casa e também há terrenos. O homem pôs aqui ‘privado’ [no alcatrão da estrada]. Ele diz que o terreno é dele”, acrescenta.
Joaquim Correia Soares lembra que o caminho é centenário e chegou a ser a única via de ligação a Santos Evos e a outros locais como Rio de Loba e Viseu.
Já outra moradora, Leonor Correia Soares, garante que passou toda a vida na estrada e que ela sempre foi pública.
“Tenho 70 anos. Fui aqui nascida e criada. Nós sempre andámos neste caminho e só agora, porque tem alcatrão, é que se anda com este problema. Criei-me até aos 25 anos, casei-me, fiquei aqui, tenho 70 e já estou cá há 45 anos”, conta.
O habitante de Carragoso que alega que o caminho passa na sua propriedade reserva explicações para mais tarde.
O atual presidente da Junta de Freguesia de Santos Evos remeteu uma resposta para o anterior líder da autarquia, que diz ao Jornal do Centro que este é um assunto que está nas mãos do atual executivo.