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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Histórias em Movimento: o projeto da associação AM’arte que promove a educação artística junto dos mais novos

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18.05.24
fotografia: Jornal do Centro
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18.05.24
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 Histórias em Movimento: o projeto da associação AM’arte que promove a educação artística junto dos mais novos

Literatura infantil, dança e teatro. São tudo expressões artísticas necessárias ao desenvolvimento de uma criança, especialmente no que diz respeito à sua sensibilidade e capacidade para compreender a arte e a cultura. Em Viseu, há uma associação que tem misturado estas três vertentes durante sessões com turmas que vão até ao primeiro ciclo. A “AM’arte – Arte em Movimento”, nasceu em 2019, fruto do interesse de duas mulheres pela educação artística. Um dos seus projetos, “Histórias em Movimento”, pretende criar, em conjunto, com as crianças, espetáculos de teatro e dança através da leitura de histórias infantis.

“Este projeto iniciou em formato de oficina e nós deslocávamo-nos, e deslocamo-nos, Às escolas e bibliotecas municipais e escolares, em formato de espetáculo-oficina, para os miúdos”, começou por explicar Cláudia Cruz, uma das responsáveis pela associação. A ideia de começar as Histórias em Movimento surgiu de um “gosto pessoal”, tendo Cláudia começado a explorar o movimento corporal através das histórias. “O que nós sentimos um bocadinho nas escolas é que os alunos acabavam por ter, quando havia espetáculos de teatro e de dança, um papel um bocadinho passivo enquanto espetadores do espetáculo”, explicou.

“O elemento diferenciador deste projeto é que as crianças são chamadas a participar ativamente enquanto personagens da história. Partimos da história, contamo-la e a partir daí criamos uma performance que vai um bocadinho além só da dança ou do teatro”, afirmou a responsável da AM’arte. “Há aqui um cruzamento de arte e quando damos conta as crianças estão no meio do palco a dançar. Fazem mesmo parte da história e da própria performance”, disse.

Atualmente, este projeto da AM’arte está a ser implementado em cinco escolas básicas do Agrupamento de Escolas Viseu Norte. Ao todo, são 11 as turmas do agrupamento que estão a criar pequenas narrativas através da leitura de livros. “Nós estamos em horário letivo, a trabalhar em coadjuvação com os professores titulares das turmas e vamos uma vez por semana no horário da disciplina de Educação Artística”, contou Cláudia Cruz.

O envolvimento e a paixão das crianças por esta atividade tem sido, segundo Cláudia, uma das marcas deste projeto. Um envolvimento não apenas naquilo que é a história, como na própria dança e no teatro, criando uma dinâmica onde “é tudo muito natural”. Não são, contudo, apenas os mais novos que vibram e se entusiasmam com as Histórias em Movimento. Da parte dos pais, as críticas têm sido “bastante positivas”, especialmente por causa de duas componentes. A promoção da leitura, que agrada não apenas aos pais como também aos professores, como a própria educação artística, “despertando as crianças para o teatro, a dança e a performance”. “É uma estratégia motivadora para os alunos, que acabam sempre por associar a leitura a uma coisa boa, que os motiva”, contou Cláudia Cruz.

A fundadora da AM’arte e educadora artística considera que atividades como as Histórias em Movimento são essenciais no currículo académico dos mais novos. “Acho que é preciso ir um pouco contra o ensino tradicional, da criança sentada, espetadora, que recebe apenas informação”, afirmou. Para Cláudia, é preciso “desenvolver outras competências que estão previstas nos currículos, mas que muitas vezes não têm estratégias que as promovam”.

“Acho que nesse aspeto, este projeto tem todo o potencial de desenvolver todas essas capacidades de expressão corporal, assim como as faculdades e expressões artísticas, incluindo a leitura”, detalhou a educadora artística.

Uma associação artística que resistiu a uma pandemia

Fundada em 2019, a AM’arte surgiu inicialmente numa vertente de dança, uma vez que era esta a base de formação profissional das fundadoras. Localizada na Praça de Goa, em Viseu, a associação conta atualmente com cerca de 130 alunos. Cláudia e Carina Gomes, a outra fundadora, acabaram mais tarde por direcionar o caminho da associação para uma parte mais educativa. “Para isso, contribuiu muito o facto de eu e ela termos feito parte da equipa do Viseu Educa, do município. Nessa altura, como técnicas superiores de dança, estivemos envolvidas no projeto e despertou esta paixão pela educação”, explicou Cláudia Cruz.

“A partir daí começámos a procurar ferramentas. Tirámos uma pós-graduação em Práticas Artísticas e Inclusão Social. Agora estamos as duas no segundo ano do mestrado em Educação Artística”, disse ainda. O objetivo, contou, é continuar a vertente da educação artística, não apenas na sede da AM’arte, como também nas escolas.

Com calendarização até fevereiro de 2025, é incerto, por enquanto, se as Histórias em Movimento irão continuar. “O nosso objetivo é tentar continuar com algumas candidaturas para obtermos financiamento, porque as escolas não têm verbas para este tipo de projetos”, explicou Cláudia. Em 2023, o projeto Histórias em Movimento foi um dos galardoados com o Prémio BPI Fundação “La Caixa” de 2023. Além do primeiro ciclo, as Histórias em Movimento são realizadas no ensino pré-escolar, promovidas pelas associações de pais, e em atividades de apoio à família.

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