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As unidades hoteleiras, de alojamento e os espaços de restauração do distrito de Viseu fecham o ano de 2022 com uma procura significativa. Os números, sublinhou ao Jornal do Centro, Jorge Loureiro, presidente da delegação de Viseu da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), apontam para que este ano seja o melhor de sempre para o setor do turismo.
“O reporte que temos de várias tipologias da hotelaria, quer nos hotéis mais tradicionais, quer na hotelaria menos convencional, quer dentro nas cidades e vilas, quer no turismo de espaço rural, é que a procura é de facto significativa. Estamos com números que tudo leva a crer que vamos superar o melhor ano de 2019”, afirmou.
“O mesmo acontece na restauração que tem tido uma procura imensa para a noite de 31 e a própria operação dos dias do natal correu muito bem e, portanto, o ano termina muito bem”, acrescenta.
Dois anos após a pandemia ter imposto restrições em restaurantes e hotéis e levado ao cancelamento de várias festividades, Jorge Loureiro diz que desde março que a fileira do turismo tem vindo a crescer, tendo este ano de 2022 sido “muito bom”, com um mês de dezembro “muito positivo e a superar as melhores expectativas” do setor.
“Depois de março deste ano as coisas têm vindo em excelente recuperação e 2022 pode muito bem ser o melhor ano de sempre, nomeadamente ao nível da receita”, aponta, acrescentado que apesar de tudo estes ganhos ainda não chegam para compensar as perdas verificadas em 2020 e 2021.
Aos prejuízos causados pela covid-19, o presidente da delegação de Viseu da AHRESP soma outros obstáculos causados pela inflação e pelo aumento dos preços, que impediram mais ganhos. Jorge Loureiro salienta ainda que as empresas não refletiram no preço final cobrado aos clientes todo o aumento das matérias-primas e da energia, entre outros custos de contexto.
No novo ano de 2023 que está aí à porta, a hotelaria e a restauração está expectante e apreensiva. Por um lado, espera que os números positivos desde ano de 2022 tenham continuação em 2023. Por outro lado, prevê uma retração no mercado externo.
“A perspetiva é que vamos continuar a trabalhar bem, com procura e clientes como em 2022, mas a ter esta indefinição em relação ao que vai acontecer nos mercados externos. Vai ser um ano a navegar à vista e com esperança de que as coisas vão correr bem. É um bocadinho isto que se sente no mercado e empresários”, conclui Jorge Loureiro.