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IC12 é uma estrada que nunca passou de anúncios e 26 anos depois volta a ser “estratégica”

A primeira “tentativa” aconteceu em 1999, aquando lançamento da concessão IC12 pelo governo da altura, prevendo a construção do troço Canas de Senhorim – Mangualde sem portagens

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fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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O novo Programa Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT Centro), cuja discussão pública terminou neste mês de abril, traça um conjunto de medidas para melhorar a mobilidade e a conectividade na região. Uma das proposta passa pelo prolongamento do IC12 Canas de Senhorim/Nelas e Mangualde, um assunto que já é falado há mais de duas décadas e que volta a “entrar” nos documentos estratégicos para o desenvolvimento da região.

A primeira “tentativa” aconteceu em 1999, aquando lançamento da concessão IC12 pelo governo da altura, prevendo a construção do troço Canas de Senhorim – Mangualde sem portagens. No entanto, a concessão não avançou.

Em 2007, uma nova tentativa através da subconcessão “Autoestradas do Centro”, que incluía o prolongamento do IC12 entre Canas de Senhorim e Mangualde, desta vez com portagens. Esta iniciativa também foi suspensa. 

Mais tarde, em 2015 foi feita uma nova apresentação de um projeto rodoviário que previa a construção de um novo troço do IC12 entre Canas de Senhorim e Mangualde, com uma extensão de 22 quilómetros e investimento estimado em 100 milhões de euros. Estavam previstos nós de ligação em Canas de Senhorim, Nelas e Mangualde, com acesso à A25.

Em 2021, o presidente da Câmara de Mangualde, Marco Almeida, dizia que esta era uma reivindicação que não ía deixar cair. “A nossa posição é clara. Nós vamos bater por esta ligação que é importante para o concelho de Mangualde e para a região. E quero crer que o Governo, independentemente do que vier a sair no próximo dia 30 de janeiro, será sensível a esta posição que não é só do autarca da Câmara de Mangualde, mas sim de toda a comunidade deste concelho”, disse, na altura, o autarca socialista.

Agora a reivindicação, volta a estar em cima da mesa, com o atual presidente da câmara O presidente da Câmara Municipal de Nelas, Joaquim Amaral, a afirmar que este, tal como o IC37, são itinerários complementares são cruciais para o concelho e quer, por isso, resolução para as vias.

“O Município fez um investimento significativo, sem qualquer comparticipação do Estado, a chamada variante de Nelas, que obriga a manutenções regulares, tendo em conta os veículos pesados” que ali circulam, lembrou o autarca social-democrata.

A variante de Nelas é uma circular com cerca de três quilómetros, que o Município construiu para desviar do centro da vila o trânsito, “em particular o transporte pesado” que circula pelo IC12, que deveria ligar o Itinerário Principal (IP) 3 à Autoestrada 25 (A25), em Mangualde, mas termina em Canas de Senhorim.

Já sobre o IC37, itinerário que o Programa Regional de Ordenamento do Território da Região Centro também propõe a sua construção, Joaquim Amaral sublinhou que se trata de um projeto antigo que nunca saiu do papel e que era “crucial para as acessibilidades do concelho, já que liga o litoral à serra da Estrela, o nosso maior destino interno de turismo”, 

O projeto do IC37 liga a serra da Estrela à A25 – autoestrada entre Gafanha da Nazaré, em Aveiro, e a fronteira de Vilar Formoso -, em Viseu, permitindo desta forma que a ligação entre Nelas e a capital do distrito se tornasse “muito mais rápida, porque passaria para praticamente metade do tempo”.

Autoestrada entre Viseu e Coimbra e linha ferroviária entre Aveiro/Viseu e Espanha

O documento da CCDR Centro contempla intervenções estratégicas tanto na rede rodoviária como ferroviária, bem como nos portos e plataformas logísticas, visando responder aos desafios de coesão territorial, sustentabilidade e integração europeia.

Entre as propostas mais relevantes está a conversão do troço do IP3 entre Coimbra e Viseu em autoestrada, a conclusão de ligações como o IC6 (Tábua – Covilhã) e o IC31 (Castelo Branco – Monfortinho). A ligação entre Aveiro e Águeda com perfil de autoestrada e a conclusão da A13 entre o nó de Ceira e o IP3 também integram as prioridades.

No setor ferroviário, o PROT Centro defende a concretização das linhas de alta velocidade Porto-Lisboa e Aveiro-Viseu-Guarda-Espanha, com ligações internacionais a Madrid e à Europa. A modernização da Linha da Beira Alta, a modernização da Linha do Oeste e a avaliação da Linha do Vouga também são apontadas como essenciais para reforçar a conetividade regional.

Ao nível portuário e logístico, está previsto o reforço dos portos de Aveiro e da Figueira da Foz, com melhorias nas condições de navegabilidade e adaptação das infraestruturas para acolher comboios de 750 metros. O nó da Pampilhosa do Botão e a ligação ao porto seco da Guarda surgem como peças-chave na consolidação de uma rede eficiente de terminais intermodais.

O programa destaca a importância da mobilidade urbana sustentável, com incentivo à elaboração de Planos de Mobilidade que priorizem o transporte coletivo, a mobilidade ativa e a redução da dependência do automóvel nas áreas urbanas.

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