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Terá tido mão criminosa o fogo que lavrou na quarta-feira (13 de julho) na freguesia de Abrunhosa-a-Velha, no concelho de Mangualde, e que mobilizou centenas de bombeiros. Segundo as contas do presidente da Câmara, Marco Almeida, arderam cerca de 300 hectares no incêndio que assolou a aldeia de Vila Mendo de Tavares.
Em declarações ao Jornal do Centro, o autarca acredita que se tratou de um caso de fogo posto e quer que seja apanhada e responsabilizada a pessoa que terá ateado o incêndio.
O fogo teve início na madrugada de ontem, por volta das 2h00 da manhã, numa zona onde, conta Marco Almeida, “tinha estado pouco tempo antes a Unidade Local de Proteção Civil da freguesia de Tavares”.
“Até ao momento em que eles saíram, a situação estava totalmente calma e não havia sequer indícios de que poderia acontecer ali qualquer foco de incêndio. Mas fomos surpreendidos com o que depois veio a acontecer e que acabou em cerca de 300 hectares de área ardida numa mancha substancial, principalmente florestal e pinhal”, salienta o presidente da autarquia.
Por isso, segundo Marco Almeida, as últimas informações dão conta de que “poderá ter havido mão criminosa” na origem deste incêndio. “Vamos aguardar que as autoridades competentes possam avaliar e, se possível, encontrar e responsabilizar quem causou tanto mal ao concelho”, assegura.
O autarca reafirma ainda que o fogo não destruiu nenhuma habitação, “mas houve alguns bens que infelizmente foram atingidos” como pequenos cultivos. “O único ponto positivo foi que conseguiu-se salvar a vida das pessoas e as habitações”, diz.
Marco Almeida recorda que o vento e os constantes reacendimentos deram muito trabalho aos bombeiros. O fogo só foi dado como dominado às 18h00 da tarde. Depois, os operacionais trabalharam toda a noite para evitar que as chamas voltassem a ficar ativas.
“Foi uma noite difícil sobretudo porque estávamos a falar de áreas que estavam perto de povoações. Primeiro, tivemos a preocupação de acautelar a segurança das pessoas e das suas habitações. Depois, havia dificuldades que tinha a ver com as mudanças constantes do vento e que levou a que houvesse vários reacendimentos. Depois de termos dado o incêndio como dominado, tivemos a preocupação de acautelar que permanecessem no terreno mais de uma centena de operacionais de forma a poder vigiar e dar resposta a possíveis reacendimentos”, explica Marco Almeida.
O presidente da Câmara garante que, até agora, “ainda não tivemos nenhum caso que acabasse por merecer maior atenção”, embora já tivesse havido reacendimentos que “foram sempre controlados”. O responsável lembra que, com as altas temperaturas, todos vão estar atentos.