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Incêndios: De Aguiar da Beira, a Sátão, Sernancelhe, Penedono e agora S. João da Pesqueira. Frente com mais de 20 quilómetros

Três feridos durante a noite, casas, armazéns, carros e culturas destruídos pelas chamas

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fotografia: PEDRO SARMENTO COSTA | Lusa
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Fotografia: PEDRO SARMENTO COSTA | Lusa
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 Incêndios: De Aguiar da Beira, a Sátão, Sernancelhe, Penedono e agora S. João da Pesqueira. Frente com mais de 20 quilómetros

Os incêndios que começaram em Trancoso e Sátão afetam atualmente 10 municípios e têm três frentes ativas muito grandes, disse à agência Lusa o segundo comandante regional do Centro, Jody Rato.

“Os incêndios de Trancoso e de Sátão estavam muito perto, quase a interagir, havia já zonas em que estavam a menos de 10 quilómetros e nesse sentido absorvemos o comando que, agora, é só um e temos 10 municípios”, adiantou à agência Lusa, cerca das 09:00, o comandante no terreno, Jody Rato.

O incêndio afeta os municípios de Sátão, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Penedono e “também já a entrar” em São João da Pesqueira (distrito de Viseu); Aguiar da Beira, Trancoso, Fornos de Algodres, Meda e Celorico da Beira (distrito da Guarda).

“Neste momento tem três frentes ativas muito grandes. Uma delas com mais de 20 quilómetros de frente. A zona de maior preocupação é na zona norte, na cabeça, porque é onde está com maior intensidade, ou seja, em Penedono e em São João da Pesqueira”, adiantou.

Jody Rato acrescentou que em todo o perímetro deste incêndio estão 1.368 operacionais a trabalhar, 461 veículos, com mais sete máquinas de rasto e, neste momento, cerca das 09:00, “estão a ser mobilizados meios aéreos”.

“Neste momento já estamos com quatro meios aéreos e vamos eventualmente reforçar durante o dia. Não sabemos, porque também há outros incêndios ativos e os meios são finitos e compreendemos que a mobilização tenha de ser gerida”, admitiu o segundo comandante regional Centro.

Para o dia de hoje “é esperado um trabalho muito árduo, um dia difícil, não só pela área imensa, como agravado com aquilo que tem condicionado o combate que é a acessibilidade e as condições meteorológicas”.

Sobre os trabalhos noturnos, o comandante indicou que foram “registados três feridos ligeiros, coisas ligeiras, e um bombeiro que foi assistido, muito por causa do fumo nos olhos que, depois de uma boa limpeza permite que volte ao ativo”

Pelo caminho, as chamas já deixaram destruição “em algumas habitações, falta confirmar se há de primeira habitação, mas a maior parte deverão ser devolutas e de segunda habitação, há ainda veículos afetados, armazéns e empresas”.

“O levantamento está a ser feito, mas a prioridade é o combate”, realçou Jody Rato.

Os municípios de Sernancelhe, Penedono, Cinfães e ainda Trancoso e Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, têm estradas nacionais e municipais cortadas. Segundo fonte da GNR, estão cortadas ao trânsito:

A Estrada Nacional (EN) 331, em Penedono, entre Castaínço e Macieira.

A EN229-1, entre Antas, Sernancelhe, distrito de Viseu, e Trancoso, distrito da Guarda.

A EN 229, em Aguiar da Beira, distrito da Guarda, entre a Ponte do Abade e Aguiar da Beira.

A Estrada Municipal (EM) 506, em Sernancelhe, entre Sernancelhe e Ferreirim.

A Estrada Regional 321, em Cinfães, entre Travassos e Tendais.

O que fazer

A Direção-Geral da Saúde (DGS) deixa recomendações sobre o que fazer em situação de inalação de fumos dos incêndios como retirar a pessoa do local e observar se apresenta queimaduras faciais e sinais de dificuldade respiratória.

Em situação de inalação de fumos, a DGS recomenda retirar a pessoa do local e evitar que respire o fumo ou esteja exposta ao calor.

São sinais de alarme, a presença de queimaduras faciais, dificuldade respiratória e alteração do estado de consciência.

A DGS avisa que “a inalação de fumos ou de substâncias irritantes químicas, e o calor podem provocar danos nas vias respiratórias”.

Existem dois mecanismos de lesão: lesão pelo calor (queimadura) e irritação/toxicidade pelos componentes químicos do fumo.

Neste sentido, a DGS recomenda evitar exposição ao fumo, mantendo-se dentro de casa, com janelas e portas fechadas, em ambiente fresco, ligando o ar condicionado, se possível, no modo de recirculação de ar.

Também se deve evitar a utilização de fontes de combustão dentro de casa como aparelhos a gás ou lenha, tabaco, velas, incenso, entre outros, bem como evitar atividades no exterior.

A utilização de máscara/respirador (N95) é recomendada sempre que a exposição for inevitável, bem como manter a medicação habitual “se tiver doenças associadas, como asma e doença pulmonar obstrutiva crónica e seguir as indicações do médico perante o eventual agravamento das queixas”.

“Mantenha-se informado, hidratado e fresco”, resume esta autoridade de saúde.

Aconselha ainda, em caso de necessidade ou para mais informações, ligar para o SNS24 (808 24 24 24) e em situação de emergência para o 112.

Quando e onde começaram os incêndios

O alerta para o incêndio de Freches, no Município de Trancoso, distrito da Guarda, aconteceu no sábado, dia 09, pelas 17:21.

Pelas, 09:30, combatiam este incêndio 510 operacionais, apoiados por 177 veículos, segundo a página oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

O incêndio de Vila Boa, freguesia de Ferreira de Aves, em Sátão, distrito de Viseu, teve alerta pela 01:03 de quarta-feira, dia 13, e no mesmo dia chegou aos municípios de Sernancelhe, também no distrito de Viseu, e ao de Aguiar da Beira, distrito da Guarda.

Pelas, 09:30, combatiam este incêndio 867 operacionais, apoiados por 284 veículos e sete meios aéreos, segundo a página oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Uma noite demoníaca

O fogo em Vila Boa, Ferreira de Aves, no concelho de Sátão, distrito de Viseu, que começou na madrugada de quarta-feira e, no mesmo dia, chegou aos municípios de Aguiar da Beira e de Sernancelhe, mantinha esta noite mais de 750 operacionais no terreno. Em Sernancelhe, o presidente da Câmara Municipal disse que o concelho estava “a ser atacado” por dois incêndios distintos, tendo decretado emergência municipal e adaptado um pavilhão para apoiar população.

“Apesar dos quatro dias de esforços que fizemos, não foi possível segurar os incêndios e eles entraram e colocaram em risco muitas freguesias e populações e dividiu o concelho em duas partes, o que dificultou o combate”, disse Carlos Santos.

Assim, pelo lado de Sátão, “o incêndio entrou em Sernancelhe e, neste momento, já chegou a Moimenta da Beira”, concelho vizinho, esclareceu.

“E o outro, que veio de Trancoso [distrito da Guarda] passou por Sernancelhe, vindo de Aguiar da Beira, onde continua a lavrar e andou até ao concelho de Penedono”, no distrito de Viseu, adiantou o autarca.

Também no fogo que deflagrou em Trancoso, distrito da Guarda, estavam empenhados 508 operacionais, num incêndio que alastrou para os concelhos de Fornos de Algodres, Aguiar da Beira, Celorico da Beira e Sernancelhe.

Entretanto, as chamas já chegaram a outros concelhos como Penedono, Penela da Beira, localidade que ficou sem luz e água devido ao incêndio da região. 

Às 02h00, o receio era de que este fogo chegasse a aldeias como Trevões, já no concelho de S. João da Pesqueira.

Enquanto as chamas avançam no território da região de Viseu, para trás ficou o negrume, a destruição, mas também o alívio daquele que já conseguiram regressar às suas casas e às suas aldeias depois de estradas cortadas e povoações cercadas.

A nível na acional, de acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estavam no terreno 2.791 operacionais e 913 meios terrestres nos seis incêndios mais preocupantes. 

O fogo de Arganil, onde deflagrou na freguesia do Piódão na madrugada de quarta-feira, alegadamente provocado por uma descarga elétrica da trovoada seca que se fez sentir naquela zona, era o que mantinha pelas mais meios no terreno, com 813 operacionais.

Este incêndio lavrava na quinta-feira de manhã em Pampilhosa da Serra e estendeu-se aos municípios de Oliveira do Hospital e de Seia, este já no distrito da Guarda.

O incêndio na serra da Lousã, distrito de Coimbra, que começou na quarta-feira, mobilizava 315 operacionais, depois de durante a tarde ter evoluído “com duas frentes” e obrigado à retirada preventiva de 53 pessoas de várias aldeias.

O fogo que lavrava na quinta-feira à noite nos concelhos de Portalegre e de Castelo de Vide com “três frentes ativas”, mantinha pelas 00:45 de hoje 322 operacionais.

Já dominados, mas ainda ocorrências significativas, o incêndio de Tabuaço (Viseu) mantinha no terreno 205 operacionais, o de Sirarelhos, Vila Real, que consumiu a serra do Alvão, tinha no local 178 operacionais, o de Cinfães (Viseu), mantinha 139 operacionais e o de Vinhais (Bragança), mantinha 51 operacionais.

Portugal está em situação de alerta devido ao risco de incêndio desde 02 de agosto e nas últimas semanas têm deflagrado vários incêndios no norte e centro do país que já consumiram mais de metade dos cerca de 75 mil hectares de área ardida este ano.

A situação de alerta foi prolongada até domingo, anunciou, na quinta-feira, a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, no final de uma visita à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

“Perante a adversidade de 22 dias consecutivos de calor intenso não dar sinais de abrandar, o Governo vai prolongar uma vez mais a situação de alerta, até domingo”, anunciou a ministra em declarações aos jornalistas.

Maria Lúcia Amaral sublinhou que se mantêm todas as restrições e proibições impostas pela situação de alerta de risco agravado de incêndio.

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