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Incêndios: De descontrolado, a surreal e a casas queimadas… manhã mais calma, mas ainda sem tréguas

Fogo de Aguiar da Beira/Sátão/Sernancelhe com duas frentes ativas. Cinfães com uma frente mais preocupante. Tabuaço dominado. Estradas cortadas

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14.08.25
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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 Incêndios: De descontrolado, a surreal e a casas queimadas… manhã mais calma, mas ainda sem tréguas

O incêndio que começou em Sátão está com duas frentes ativas e a devastar o território de Sernancelhe e Aguiar da Beira, concelho que também foi afetado pelo fogo que chegou de Trancoso. 

Durante a noite as pessoas falaram num cenário “surreal”. Para já, sabe-se que na zona de Aguiar da Beira arderam três casas, duas de segunda habitação e uma outra de alojamento local que na altura não estava já ninguém, mas que era habitada. As chamas devoraram completamente as habitações. 

“O fogo passou com toda a violência. Nunca se viu nada assim”, relatava um dos habitantes, enquanto molhava os terrenos com tratores cisternas, mangueiras e baldes de água. O desespero a levar os moradores a chamar a si o combate, quando os bombeiros não chegavam para tantas ignições. “Isto foi muito violento. As chamas vinham de todo o lado.”, descreveram os moradores. 

Muitas das pessoas tiveram de sair das suas aldeias perante a velocidade das chamas e a solidariedade entre todos foi o que mais se assistiu.

A solidariedade popular chega ainda à parte logística, já que ao longo das aldeias estão montados verdadeiros “postos de comando” com bebidas, comidas e instalações para quem necessitar alimentar-se ou apenas descansar por uns breves momentos. 

Durante a noite, uma das frentes chegou a ter 12 quilómetros de extensão. Esta manhã, já com a entrada dos meios aéreos no combate, o combate está a correr de forma favorável, depois de uma noite em que os bombeiros conseguiram um trabalho “muito positivo”.

“Neste momento, o incêndio que afeta três municípios está com duas frentes ativas. Uma mais na cauda do incêndio, na zona de Sátão/Aguiar da Beira, com sensivelmente 1,5 quilómetro”, disse pelas 10h15, o segundo comandante do Comando Regional do Centro da Proteção Civil.

Jody Rato acrescentou que a segunda frente “está no município de Sernancelhe e tem uma frente com cerca de 200 metros” e são “duas frentes ativas a serem combatidas com meios terrestres e aéreos”.

“Estamos com muita dificuldade em termos de progressão devido à dificuldade em termos de acessos, mas o trabalho realizado durante a noite foi muito positivo e profícuo – conseguiram diminuir substancialmente as frentes ativas”, realçou.

Neste sentido, reforçou que “a área está consideravelmente mais reduzida, agora o trabalho é para que se consiga resolver quanto antes”.

Jody Rato adiantou que, “no momento, não há aldeias em risco, embora haja algumas localidades na direção das frentes, mas é um trabalho de monitorização constante de modo que, sendo necessário, antecipa-se alguma ação de confinamento ou retirada, mas nada que esteja agora a ser definido”.

O comandante das operações no terreno disse ainda que, ao longo desta quarta-feira, houve registo de “três pessoas civis que tiverem ferimentos ligeiros, nada de preocupante e foram assistidas, nada mais a assinalar”, até ao momento.

O alerta para este incêndio foi dado pela 01h03 de quarta-feira, em Vila Boa, Ferreira de Aves, no concelho de Sátão, distrito de Viseu, e chegou no mesmo dia aos municípios de Sernancelhe, também no distrito de Viseu, e ao de Aguiar da Beira, distrito da Guarda.

Pelas, 10h30, combatiam este incêndio 441 operacionais, apoiados por 139 veículos e quatro meios aéreos, segundo a página oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

A Proteção Civil apela à prontidão dos meios de ombate, até os que possam estar de reserva, uma vez que entre hoje e sexta o factor para ignições está acrescido.

Ainda no distrito de Viseu, em Cinfães há uma frente ativa, depois de uma madrugada complicada com o fogo a ameaçar algumas localidades. Trata-se de uma zona de difícil acesso e os meios aéreos estão a ser essenciais, assim como a máquina d erasto que está a abrir caminho para os bombeiros chegarem mais rapidamente às chamas. No local estão 132 operações. 

Em Tabuaço, as autoridades já deram o fogo como dominado, mantendo no local 246 bombeiros. 

As temperaturas no interior do país vão manter-se bastante elevadas hoje e sexta-feira, acompanhadas por vento do quadrante Sul, por vezes com muita intensidade, o que aumenta o risco de incêndio naquelas regiões, segundo o IPMA.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, alertou já que a próxima sexta-feira será um dia “muito complicado” em termos de meteorologia para o combate aos incêndios florestais que assolam o país.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que o dia de sexta-feira é o que mais preocupa porque vai haver uma “convergência de condições” meteorológicas e físicas que são favoráveis ao agravamento dos fogos florestais.

Os incêndios que mais preocupam

Os quatro incêndios que mais preocupações levantam às autoridades estão a mobilizar dois terços dos meios no terreno a nível nacional, com o de Arganil a ser o que tem mais operacionais e viaturas,segundo a Proteção Civil.

De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o fogo de Arganil (Coimbra) tem uma situação “ainda muito desfavorável”, com várias frentes ativas, “pelo menos seis setores de trabalho” e ainda não existem muitas áreas consolidadas. Este fogo está “ainda muito longe de ser dominado”.

Este incêndio, pelas 09h40, mobilizava mais de 900 bombeiros, apoiados por 301 viaturas e cinco meios aéreos.

Além do fogo de Arganil, os outros três que levantam maiores preocupações são os de Sátão e Cinfães (Viseu) e o de Trancoso (Guarda), sendo que este último é o que tem uma situação “menos desfavorável”, segundo a proteção civil. 

A ANEPC explicou que o incêndio de Trancoso tem já “grandes áreas em resolução”, “com trabalhos de rescaldo e consolidação e outros de vigilância”.

Este fogo estava pelas 09h40 a ser combatido por 460 operacionais, apoiados por 146 viaturas e dois meios aéreos.

No total, estão no terreno a combater os incêndios em Portugal continental 2.940 operacionais, apoiados por 940 viaturas e 17 meios aéreos.

Portugal está em situação de alerta devido ao risco de incêndio rural desde 02 de agosto e este ano já arderam 63.247 hectares de espaços florestais, metade dos quais nas últimas três semanas, e deflagraram 5.963 incêndios, sendo a maioria nas regiões do Norte e Centro.

Estradas cortadas

A Guarda Nacional Republicana (GNR) informou que estão cortadas várias estradas nos distritos de Viseu e Guarda.

No distrito de Viseu, a EN 323 encontra-se cortada nos dois sentidos entre as localidades de Távora e Granjinha. Já no distrito da Guarda, há dois cortes ativos: na EN 330, entre Penaverde e Maceira, e na EN 226, entre Cunha e Rio de Mel, também nos dois sentidos.

A GNR reforça que a proteção de pessoas e bens continua a ser prioridade, através de ações preventivas e patrulhamento nas áreas florestais. A força de segurança relembra que queimas e queimadas estão entre as principais causas de incêndios em Portugal e que a sua realização é proibida em dias de perigo “muito elevado” ou “máximo”.

Entre as recomendações à população, a GNR apela a que se evite a prática de atividades de risco junto a zonas florestais, a obstrução de vias de emergência e as deslocações desnecessárias para áreas afetadas pelo fogo. Qualquer situação suspeita deve ser comunicada às autoridades e, em caso de incêndio, deve ser ligado o 112.

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