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Life-sized mannequin outdoors wearing a colorful gas mask and a loose beige T‑shirt, near a glass greenhouse. Suppressed windswept clouds in the sky enhance the surreal scene.
Aerial view of a European town with red-tiled roofs, white church with a tall steeple, and a circular plaza surrounded by streets and greenery.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Incêndios em Penalva e Nelas colocam povoações em perigo

O vento é o pior inimigo numa situação em que os meios de combate começam a ser escassos e estão dispersos por toda a região. Um camião dos bombeiros foi consumido pelas chamas e bombeiro ficou ferido

 “Se acharmos que entrámos em modo ketchup, estamos mais perto de dar tiros nos pés”, sublinha treinador do Tondela
16.09.24
fotografia: Jornal do Centro
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16.09.24
Fotografia: Jornal do Centro
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 Incêndios em Penalva e Nelas colocam povoações em perigo
  • Um carro de combate ao fogo ardeu
  • Bombeiro com ferimentos ligeiros
  • Estradas cortadas
  • Mais de 400 operacionais no terreno e sete meios aéreos envolvidos no combate

Há aldeias que estão no curso das chamas e que podem ficar em perigo com os fogos que estão ativos nos concelhos de Penalva do Castelo e Nelas, informou fonte do sub-comando regional Viseu Dão Lafões. O vento é o pior inimigo numa situação em que os meios de combate começam a ser escassos e estão dispersos por toda a região, já que há várias ignições a acontecer a toda a hora. “Os fogos estão ativos e a arder muito”, confirmou a mesma fonte.

Em Nelas, há três fogos ativos – Senhorim, Folhadal e Vale de Medeiros – que mobilizam mais de 200 operacionais. O presidente da Câmara está a fazer o acompanhamento da situação e fala num cenário preocupante.

“Os cursos dos incêndios estão constantemente a mudar. Já tivemos povoações em perigo, deixámos de ter e podemos voltar a ter a qualquer momento. As chamas podem também estar perto da zona industrial de Canas de Senhorim. Os meios estão todos no terreno, inclusive empresas privadas alocadas aos programas da proteção civil, mas as frentes dos fogos são tantas e tão grandes que é difícil ter meios suficientes”, desabafou Joaquim Amaral. O autarca anunciou ainda que estão também já no terreno a fazer levantamento dos prejuízos.

Também em Penalva do Castelo os dois fogos continuam com frentes de grande intensidade e as chamas estão “com aproximação” a algumas aldeias.

“Neste momento o incêndio está com três frentes ativas e há duas populações em risco: Casal das Donas e Sandiães. Vila Cova do Covelo já esteve, confinamos a aldeia, mas já está livre de perigo”, adiantou João Cardoso, segundo comandante o Comando Sub-regional Viseu Dão Lafões.

No terreno estão mais de 200 bombeiros e muitos populares ajudam como podem. Há estradas cortadas, entre elas a Nacional 329 entre Penalva do Castelo e Sátão. Um camião dos bombeiros foi consumido pelas chamas e um bombeiro ficou ferido ao tentar abandonar o veículo.

No total, estão empenhados no combate às chamas sete meios aéreos.

As regiões Norte e Centro são as que estão mais afetadas pelos fogos. “A situação não está fora do controlo. A situação está muito complexa”, resumiu o comandante nacional, sublinhando que é necessário reduzir o número de ignições, que afetam sobretudo as regiões Norte e Centro.

“Vai ser um dia complicado, o dia de amanhã [terça-feira] também, daí a importância de continuarmos a reduzir o número de ignições”, acrescentou.

André Fernandes referiu terem sido acionados os planos de emergência do distrito de Aveiro e dos municípios de Albergaria-a-Velha, Águeda, Sever do Vouga e Oliveira de Azeméis, mas, entretanto, o plano municipal de Aveiro foi também ativado, segundo um comunicado da câmara.

Das 00:00 às 12:00 de hoje foram registadas 92 ocorrências de incêndios rurais no continente português, depois de, no domingo, ter havido 173.

Ao início da tarde de hoje, de acordo com o comandante nacional, estavam 36 incêndios rurais em curso no continente português, com a ativação de 32 meios aéreos.

Tendo em conta a acumulação de ignições, indicou o responsável, “nota-se já alguma alteração da qualidade do ar”, pelo que a Direção-Geral da Saúde recomenda a utilização de máscaras nas áreas com fumo.

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