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Incêndios: Fogo em Seia está mais ativo, mas sem populações em risco

Segundo dados oficiais provisórios, até 23 de agosto arderam cerca de 248 mil hectares no país

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
23.08.25
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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 Incêndios: Fogo em Seia está mais ativo, mas sem populações em risco

O fogo na freguesia de Alvoco da Serra, no concelho de Seia, está a lavrar com mais intensidade, mas sem perigo para a população, disse à Lusa o presidente da junta daquela freguesia.

Carlos Marques adiantou à Lusa que a situação “ainda está muito complicada em Alvoco da Serra”, no distrito da Guarda, uma vez que as chamas “estão mais ativas”.

“Já ardeu quase tudo, mas o fogo virou para os flancos, onde ainda há o que arder”, explicou, ao garantir que “não há aldeias em risco”.

Segundo o autarca, quase toda a zona foi consumida pelas chamas. “Como Alvoco fica mais perto da Torre, o fogo progrediu para essa zona, fazendo os flancos”, precisou.

Carlos Marques acredita que a situação poderá ficar resolvida ao final do dia, quando, possivelmente, deixará de existir combustível para queimar.

Ao longo de mais de uma semana, o fogo que começou no Piódão, em Arganil, no distrito de Coimbra estendeu-se ao concelho de Seia (distrito da Guarda), aos concelhos de Oliveira do Hospital e Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra) e aos concelhos de Castelo Branco, Covilhã e Fundão (distrito de Castelo Branco).

A Câmara Municipal de Seia adiantou na sexta-feira à noite que o incêndio se mantinha “circunscrito, com duas frentes internas de difícil combate, mas de baixa intensidade”, na encosta esquerda do Vale Glaciário de Loriga (combate apeado) e na encosta esquerda da Ribeira de Alvoco, proveniente de Unhais da Serra.

O presidente da Câmara Municipal de Arganil, distrito de Coimbra, disse hoje à Lusa que o incêndio no seu concelho já não se encontra ativo.

“Tivemos cinco dias de fogo intenso, mas a situação ficou controlada. Tivemos reacendimentos e pontos de calor durante esta semana, mas temos realizado os trabalhos de rescaldo. Não temos qualquer frente de fogo”, assegurou Luís Paulo Costa.

Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais de grande dimensão desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Os fogos já provocaram quatro mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, alguns com gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual dispõe de dois aviões Fire Boss, um helicóptero Super Puma e dois aviões Canadair.

Segundo dados oficiais provisórios, até 23 de agosto arderam cerca de 248 mil hectares no país, mais de 57 mil dos quais só no incêndio que teve início em Arganil.

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