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O líder do Chega, André Ventura, acredita que o partido vai ter “um bom resultado” nas eleições legislativas de 30 de janeiro em Viseu, onde fez uma visita esta quarta-feira (19 de janeiro).
O Chega passou esta tarde pela cidade e organizou uma arruada, mas Ventura não se cruzou com Rui Rio, presidente do PSD, que também fez campanha em Viseu.
Em declarações aos jornalistas, André Ventura manifestou a sua preocupação com o estado da saúde na região e disse que o Chega quer acabar com os longos tempos de espera nos hospitais.
“Em Viseu, nós preocupamos e temos múltiplos relatos das pessoas que se queixam essencialmente da falta de cuidados de saúde. Viseu é uma das regiões do país que mais têm envelhecido e nós queremos trazer esta juventude connosco para mostrar que é possível ter regiões do interior diferentes”, afirmou.
O presidente do Chega lembrou que, nalgumas especialidades tanto no Hospital de Lamego como no Centro Hospitalar Tondela-Viseu, há “um tempo médio de espera superior a dois, três anos”.
“Isto é algo que tem de acabar. Uma das nossas grandes propostas é definir um tempo máximo de espera para consultas e, a partir desse tempo, o Estado comparticipar no setor privado ou social as consultas das pessoas”, acrescentou.
Também aos jornalistas, André Ventura falou da decisão tomada pelo Governo de permitir que os isolados possam votar a 30 de janeiro. O líder do Chega diz que a decisão “veio tarde” e não poupou nas críticas ao Governo, afirmando que esperava que a posição fosse tomada mais cedo.
“Nós esperávamos que isto já tivesse sido decidido há mais tempo. O Governo já sabia que íamos ter, no dia das eleições, várias centenas de milhares de pessoas em isolamento, o que muda completamente o cenário eleitoral. Esteve à espera de um parecer, mas podia ter preparado o cenário eleitoral a tempo”, lamentou.
André Ventura referiu ainda as queixas de autarcas “a queixarem-se e a dizerem que não sabiam o que ia acontecer no dia das eleições”.
Para o presidente do Chega, um horário diferenciado para pessoas infetadas, para além de não ser a solução ideal, na sua perspetiva, comporta alguns riscos.
“Juridicamente, não podemos fazer alterações à lei eleitoral agora. Ou seja, o horário não pode ser obrigatório, tem que ser uma recomendação”, notou, salientando que essa situação poderá levar ao cruzamento na mesma hora “de pessoas infetadas e não infetadas”, a votarem “nas mesmas mesas e nos mesmos circuitos de votos”.
“É evidente que autarcas, eleitores e sociedade civil estão preocupados porque pode afastar algumas pessoas, mas ao mesmo tempo criar um número maior de infeções uma vez que as pessoas vão provavelmente aglomerar-se”, rematou.
Pelo centro histórico de Viseu, o Chega andou a distribuir canetas e panfletos, ao ritmo de palavras de ordem dos simpatizantes, com uma militante à cabeça da comitiva a bater às portas de comerciantes para receberem Ventura e cumprimentarem-no.
Ventura recebeu algumas palavras de apoio e também desabafos sobre os problemas do pequeno comércio e até promessas de voto no Chega.
Nas últimas eleições em 2019, o Chega teve no distrito de Viseu 0,97 por cento dos votos, não elegendo nenhum deputado para a Assembleia da República.