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A liderança tem sido uma das disciplinas mais estudada e a menos aprendida. Surfei essa onda durante muitos anos. O que é que se está a passar hoje na frente dos nossos olhos e com a navegação á vista?
Não se pense que toda a gente gostaria de ser líder, há muitos que não querem, outros só gostam de parecer. Um estudo recente de Harvard aponta que 34% das pessoas desejaria ter essa posição, mas apenas 7%, ao mais alto nível, faz por isso. Tal contraria a ideia de que toda a gente gosta de mandar em alguma coisa, a maioria prefere obedecer. Nestes 7% de candidatos ativos á liderança, encontramos uns que querem servir as comunidades em que se inserem (país, autarquia, empresa, clube, associação); outros querem prestígio; outros ainda, gostam simplesmente de mandar nos outros, dominar ou até abusar deles. Ficamos com um problema entre mãos, como saber quem são uns e outros?
No caso dos que tem necessidade de prestígio, foi a sociedade que os fabricou. Lembro-me que quando alguém era promovido a chefe/diretor, a primeira urgência era mandar fazer cartões de visita com esse novo estatuto para distribuir aos amigos e ao barbeiro. Ser chefe era um estatuto social! Os outros que apenas gostam de mandar, também o fazem por necessidade, mas esta perversa, tem necessidade de mandar e dominar os outros. Restam os poucos que querem servir as várias comunidades!
Passou recentemente pelo Politécnico de Viseu Luís Portela. Veio fazer uma Oração de Sapiência sobre Ciência e Humanismo. Reconhecido e galardoado, recebeu agora o Prémio Excelência na Liderança da Revista Exame. Uns anos atrás fiz-lhe uma entrevista para um livro que estava a escrever, queria comparar o funcionamento do Organismo Humano com o das Organizações. Lá vinha o mito do cérebro, o que manda no corpo! Há até pessoas que se julgam cérebros por via dessa fantasia! Luís Portela, líder e também médico desfez simplesmente a ideia. O cérebro serve o corpo, como todos os outros órgãos, não tem que fazer as funções do fígado, mas fazê-lo funcionar bem. No corpo, como numa organização, liderar é servir! Está criada uma grande confusão na liderança e que afeta todos os poderes públicos e muitos privados. Nós fomos prescindindo do nosso papel de cidadãos, de órgãos vitais do funcionamento da Sociedade. E porque esse corpo funciona mal, entrámos em decadência e já não distinguimos os arrivistas daqueles que querem servir-nos…
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André Tojal, médico especialista em Cirurgia Geral no Hospital CUF Viseu
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Patrícia Queirós, médica gastrenterologista no serviço de Gastrenterologia da Unidade Local de Saúde do Algarve
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Henrique Santiago
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Joaquim Alexandre Rodrigues
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Alfredo Simões