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Lojas abriram as portas, mas vendas… os comerciantes preferem esperar

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
05.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
05.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Lojas abriram as portas, mas vendas… os comerciantes preferem esperar

Os comerciantes com lojas até 200 metros quadrados com porta para a rua voltaram a abrir as lojas e a receber clientes esta segunda-feira (5 de abril).

Na Rua Direita, em Viseu, houve mais movimento, mas não o suficiente para arrancar com força as vendas. Maria de Fátima Costa, que tem uma loja de roupa aberta há 29 anos, refere que o seu estabelecimento nunca tinha estado tanto tempo fechada.

“Nunca tínhamos passado por uma situação destas porque nunca tinha havido uma paragem tão grande como agora. Vamos ver agora se as coisas vão melhorar e se voltamos ao normal”, afirma.

Maria de Fátima Costa, que já vendeu neste primeiro dia de vendas, manifestou a esperança com a retoma até pelo regresso dos batizados e comunhões, em maio. “Trabalho muito para as cerimónias. E, pelos contactos que tenho recebido e as pessoas a ligarem, estou com uma esperança bastante acrescida. Vamos ver se isso se concretiza”, diz.

Já Licínia Almeida, proprietária de uma ourivesaria que também já vendeu nesta segunda-feira, ainda pensou vender ao postigo, mas desistiu da ideia.

“Além de estarmos fechados, tivemos de levar com alguns custos. E agora é uma lufada de ar fresco e esperamos que seja para manter. De momento, está a ser positivo. Tivemos a oportunidade de abrir ao postigo, mas, com estes artigos, não era viável. Resolvemos abrir hoje comigo e com o meu marido porque já há mais probabilidades de nos mantermos abertos”, afirmou.

Já Paulo Domingos, dono de uma sapataria, queixa-se de haver ainda pouco movimento na rua. O empresário ainda não tinha conseguido vender quando falou com o Jornal do Centro.

“Ainda não fiz hoje negócio, mas também não se vê muita gente a andar porque é o dia a seguir à Páscoa e sempre foi assim. Nesta altura, ainda mais. A quebra do negócio é notória. Estava expectante mas um pouco desiludido porque continha a haver pouca circulação nas ruas”, disse.

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