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O Município de Mangualde está a criar um ‘hub’ de empreendedorismo, um polo digital de ensino superior e um programa multicultural, iniciativas que resultam de uma estratégia desenvolvida num projeto europeu, disse o presidente da Câmara.
“Entre as ações estruturantes que estamos, e vamos desenvolver, destaco a reabilitação de habitações para jovens e famílias, a criação de um ‘hub’ de empreendedorismo local, a instalação de um polo digital de ensino superior, a implementação de um anel de mobilidade sustentável com ciclovias e o lançamento do programa Mangualde Multicultural”, explicou Marco Almeida.
Este programa multicultural “visa promover a integração plena e positiva das comunidades imigrantes” que vivem no concelho de Mangualde, no distrito de Viseu.
O autarca acrescentou que “há medidas que já estão a ser implementadas”, como é o caso da “habitação que está numa fase bem adiantada” já que, “até junho, ficam prontas 50% das casas que o Município se propôs reabilitar, ou seja, 20 de um total de 40”.
Sobre a criação de um ‘hub’ de empreendedorismo local e sobre a instalação de um polo de ensino superior, Mangualde “já tem, neste momento, protocolo assinado com a Estamo e um empréstimo aprovado, porque serão precisos cerca de dois milhões de euros (2ME)”.
“Estamos em condições de aprovar o projeto para lançar o concurso público nos próximos 90 dias para que um antigo colégio de Mangualde, no centro da cidade, que vai estar no domínio do município por 50 anos, possa acolher a instalação do polo”, indicou.
Estas ações apresentadas publicamente no final da tarde de quinta-feira resultam de um projeto europeu que durou dois anos e que terminou no final de 2025.
O trabalho aconteceu depois de se ouvir as “forças vivas” do concelho, como associações, escolas, empresas, migrantes e jovens, o que “confere muito mais legitimidade” à estratégia apresentada.
Mangualde foi o único município português que integrou o projeto europeu “Residents of the Future” [Residentes do Futuro] URBACT IV e teve um financiamento global de mais de 827 mil euros para desenvolver em dois anos.
Além de Mangualde, integraram também o projeto Alba Lulia (Roménia), Saldus, (Letónia), Plasencia (Espanha), Lisalmi (Finlândia), Saint-Quentin (França), Comune di Mantova (Itália) e Trebinje (Bósnia e Herzegovina) e Šibenik (Croácia).
As nove cidades, uma de cada país, têm características em comum, sendo que todas têm menos de 100.000 habitantes e, nos últimos anos, têm perdido população de forma contínua.
O presidente da Câmara disse que o projeto resultou “num plano pensado para afirmar Mangualde como um território mais atrativo, inclusivo e sustentável através da revitalização demográfica, com medidas concretas para atrair jovens, como habitação acessível e políticas de integração”.
“O segundo pilar é o desenvolvimento económico e sustentável com a aposta na criação de emprego qualificado e apoio ao empreendedorismo local e, em terceiro, a melhoria da qualidade de vida em áreas como a saúde, educação, mobilidade sustentável, cultura e valorização da nossa identidade. Com base nisto é que apresentámos as nossas propostas”.
Para Marco Almeida, a participação de Mangualde nesta rede “foi determinante para consolidar esta estratégica, porque permitiu trocar experiências, testar soluções e alinhar as novas políticas locais com as grandes prioridades europeias”.