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O município de Mangualde está a estudar a criação de uma zona empresarial agroalimentar no concelho para alavancar ainda mais o setor primário do concelho. A localização da área industrial na vertente agrícola, não está ainda escolhida. Há duas opções em cima da mesa.
“Estando Mangualde inserido em três regiões demarcadas, Queijo Serra da Estrela, Maçã Bravo Esmolfe e Vinho do Dão, e sendo um território predominantemente agrícola é importante ganharmos mais escala e olharmos para o setor como algo importante para a economia local, que já o é, mas queremos dar um impulso maior. Por isso, temos este projeto de criar uma zona industrial agroalimentar”, explica Marco Almeida, presidente da autarquia mangualdense.
A ideia, salienta o autarca socialista, passa por serem criadas bolsas de terras que permitirão ao concelho “ganhar escala do ponto de vista agrícola”.
“O objetivo é começamos por algumas dezenas de hectares. Há duas zonas identificadas, mas não queremos ainda adiantar muito. Os estudos é que nos vão dar a opção a escolher”, afirma Marco Almeida, realçando que pesará na escolha não só a qualidade dos solos, como os níveis freáticos existentes, uma vez que a água é fundamental para o mundo agrícola.
Mangualde é conhecido pela vertente industrial, tendo fábricas como a Stellantis que fabrica carros para as marcas Peugeot, Citroen, Opel e Fiat, mas também por empresas ligadas à agricultura. O concelho tem 650 hectares de produção de vinha, 350 hectares de olival e mais de 200 hectares de frutos vermelhos. Só os mirtilos, representam mais de cinco milhões de euros na economia local, reforça Marco Almeida.
“Estamos a abraçar este projeto da zona empresarial agroalimentar com bastante entusiasmo e julgo que os resultados vão ser bastante positivos”, afirma, acrescentando que esta ideia irá contribuir para afirmar Mangualde “como a maior referência da região relativamente à agricultura”.